O governo do Espírito Santo mandou para a Assembleia Legislativa um projeto de lei para que o Estado
entre no Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados, o Propag. O Espírito Santo é um dos entes menos endividados, R$ 1,7 bilhão de saldo devedor, mas as condições abertas pelo pacote de ajuda do governo federal, que foi desenhado para os ultra endividados (Rio, Minas, Rio Grande do Sul e São Paulo destacadamente), entrega possibilidades interessantes aos olhos dos capixabas.
Pelas contas da Secretaria de Estado da Fazenda, as condições propostas pela União permitirão um fluxo de caixa extra para o Espírito Santo de algo perto de R$ 180 milhões já em 2026. Até 2048, a economia se aproximará de R$ 3 bilhões. "Antes, pagávamos juros de 4% ao ano mais a variação do IPCA (inflação) sobre o saldo devedor de R$ 1,7 bilhão. Após a adesão, pagaremos zero de juro, além do recurso que antes seria utilizado para o pagamento do encargo ser revertido em aumento de investimentos", explicou o secretário da Fazenda, Benício Costa.
O Propag prevê que o Estado contribuirá com 1,5% do saldo devedor para o Fundo de Equalização Federativa, que se destinará para melhorias estruturais em produtividade, enfrentamento das mudanças climáticas, infraestrutura, segurança pública e educação, principalmente, para formação profissional da população (60% do total).
Para que o Espírito Santo entre no Propag, os deputados estaduais precisam aprovar a proposta, no máximo, até 31 de dezembro.