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Crônica

Em 2025, estamos cansados, hiperconectados e mais sozinhos do que nunca

Eleição de palavras do ano desenham retratos de um tempo de inteligência artificial e desavenças em rede

Públicado em 

14 dez 2025 às 04:00
Ana Laura Nahas

Colunista

Ana Laura Nahas

Que palavras definiriam seu ano se você fosse um mapa, uma lista, uma enquete de expressões definidoras dos últimos 12 meses? Que termo, conceito ou combinação de letras indicaria o sentimento dominante no período? Você estaria mais próximo da multidão ou dos solitários, de verbos conjugados com melancolia ou de substantivos alagados de animação, da exaustão dos finais ou da esperança dos começos?
Três dos dicionários mais famosos do mundo desenham retratos parecidos em suas tradicionais listas de palavras do ano. O que eles dizem, no levantamento deste dezembro: em tempos de inteligência artificial e desavenças em rede, estamos cansados, hiperconectados e mais sozinhos do que nunca.
O Dicionário Oxford elegeu RAGE BAIT como palavra de 2025, destacando a expressão que descreve “o tipo de conteúdo feito para provocar raiva e inflamar o engajamento imediato”. O fígado se contorce, o engajamento agradece.
O Dicionário Cambridge coroou PARASSOCIAL como a palavra do ano, escolhendo aquela que descreve a conexão emocional de uma pessoa com celebridades, influenciadores, personagens de ficção e inteligências artificiais.
O Dicionário Collins cravou VIBE CODING como a combinação que melhor define 2025. A expressão significa “uma nova forma de programar onde desenvolvedores usam inteligência artificial para gerar código a partir de comandos em linguagem natural, focando na ideia geral do projeto, em vez de escrever cada linha, permitindo criar softwares com mais velocidade, mas exigindo que o humano refine, teste e corrija o código gerado artificialmente”.
Não deixa de ser curioso. A escolha das palavras do ano, mesmo que a distância, apontam para o espírito do tempo em que vivemos, revela as histórias que contamos sobre ele, o jeito como a sociedade se coloca e se transforma.
Palavras, afinal, são espelhos, estradas, indicações de sentimentos coletivos silenciosos, quase invisíveis, que estão aí, direcionando comportamentos e caminhos. Em 2025, ao que parece, o distanciamento se aproximou de nós, a superfície levou a melhor sobre a perspectiva e a profundidade, o algoritmo venceu o afeto.

Ana Laura Nahas

É jornalista e escritora, com passagens pelos jornais A Gazeta e Folha de São Paulo e pelas revistas Bravo! e Vida Simples. Autora dos livros Todo Sentimento e Quase um Segundo, escreve aos domingos sobre assuntos ligados à diversidade, comunicação e cultura

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