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Economia

Porto Central: desenvolvimento do ES é destaque no noticiário da semana

Ainda nesta semana, foi anunciado que o Fundo de Marinha Mercante aprovou um investimento de R$ 2,18 bilhões no Porto Central. Esse investimento será aplicado na execução da primeira fase de implantação do porto

Públicado em 

28 mar 2026 às 04:30
Antônio Carlos de Medeiros

Colunista

Antônio Carlos de Medeiros

Outro dia, o fato econômico relevante foi o anúncio da implantação da fábrica da GWM no Espírito Santo, com capacidade de produzir 200 mil veículos por ano. Gerando até 10 mil empregos. E com efeito estrutural no crescimento do PIB capixaba.
Nesta semana, foi o anúncio da valorização do petróleo por causa do conflito no Oriente Médio, podendo turbinar a arrecadação dos principais estados produtores: Rio de Janeiro, Espírito Santo e São Paulo. No caso do ES, com o petróleo a US$ 100, a receita passaria de R$ 1,41 bilhão para R$ 3,46 bilhões com o recebimento de royalties.
Como se sabe, o ES é um dos estados mais globalizados do Brasil, com uma corrente de comércio – soma de exportações e importações – que representa média de participação no PIB muito relevante em relação à média nacional. Estado exportador.
Já foi classificado como tigre asiático e hoje está entre as chamadas onças brasileiras. Nome dado pela Apex Partners aos estados com desenvolvimento acima da média nacional, com estabilidade institucional e IDH elevado: Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.
A partir da sua maior exposição ao comércio exterior, ao longo dos anos o Espírito Santo desenvolveu o que se tornou uma grande força econômica no contexto nacional e internacional: sua elevada capacidade logística na geoeconomia e geopolítica nacional e internacional.
É nesse contexto que se insere outro projeto estratégico, também com capacidade de ter efeito estrutural no PIB capixaba. Refiro-me ao Porto Central, em Presidente Kennedy no Sul do Estado.
Pois bem. Ainda nesta semana, foi anunciado que o Fundo de Marinha Mercante aprovou um investimento de R$ 2,18 bilhões no Porto Central. Esse investimento será aplicado na execução da primeira fase de implantação do porto, voltada para o transbordo e operação de petróleo, perfazendo R$ 3 bilhões nesta primeira fase.
Perspectiva do Porto Central, em Presidente Kennedy, Sul do ES
Perspectiva do Porto Central, em Presidente Kennedy, Sul do ES Crédito: Divulgação/Porto Central
Esse investimento se soma aos investimentos já em curso e terá a capacidade de alavancagem dos demais terminais e negócios previstos para o projeto. Um hubdo tipo porto-indústria, complexo logístico e industrial.
Com calado de 25 metros e área de 20 milhões de metros quadrados, o novo Porto poderá receber os navios mais modernos e maiores do mundo. Hoje, como se sabe, nenhum outro porto brasileiro tem essa capacidade. Capaz de tornar o Porto Central um hub logístico para toda a América do Sul. Com outros terminais, além desse primeiro terminal de petróleo. Terminais de contêineres, fertilizantes, grãos e minérios, por exemplo.
Com esse ponto de inflexão em seu processo de implantação (o investimento do Fundo de Marinha Mercante), o novo porto em construção já começa a atrair indústrias para o seu entorno (o conceito de porto-indústria). Já foi divulgada, por exemplo, a assinatura de Memorando de Entendimento com a MARS (Modern American Recycling Services), especializada em descomissionamento de navios.
Com a parceria com a MARS para descomissionamento, o Porto Central fortalece o seu potencial para ter a Petrobras como cliente estratégico. Em sua passagem por Vitória nesta semana, a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, anunciou que a empresa vai investir US$ 9,7 milhões na desmobilização de plataformas antigas.
Além disso, o porto terá expertise para fazer com a Petrobras as chamadas operações de transbordo chamadas ship-to-ship, para atendimento das plataformas de petróleo.
O vice-governador Ricardo Ferraço anunciou há pouco tempo que pretende impulsionar, naquela região o chamado Parklog Sul em torno do município de Presidente Kennedy - a exemplo do Parklog Norte em torno do município de Aracurz. Com uma nova ZPE (Zona de Processamento de Exportações).
Tudo somado, vem daí o nítido efeito estrutural do projeto do Porto Central na economia capixaba.
Semana positiva.

Antônio Carlos de Medeiros

É pós-doutor em Ciência Política pela The London School of Economics and Political Science. Neste espaço, aos sábados, traz reflexões sobre a política e a economia e aponta os possíveis caminhos para avanços possíveis nessas áreas

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