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Arte

Exposição reúne fotografias Do corpo, quase nu na Mosaico Fotogaleria

Com curadoria de Gabriel Lordello, a exposição tensiona os limites entre a estética normativa e a potência da diversidade, abordando temas urgentes como representação, inclusão e a presença de corpos historicamente invisibilizados

Públicado em 

21 dez 2025 às 01:58
Isabela Castello

Colunista

Isabela Castello

Exposição quase nu
Exposição quase nu Crédito: Divulgação
A Mosaico Fotogaleria inaugurou, no dia 12 de dezembro, a exposição “Do corpo, quase nu”, reunindo 22 fotografias do artista paulistano Marcelo Macaue — fotógrafo, mestre e doutorando em Filosofia pela PUCPR. Resultado de uma pesquisa que atravessa 15 anos, a mostra aprofunda questões levantadas em seu primeiro livro, "Do corpo, poesia", ampliando o diálogo entre arte, filosofia e política do corpo.
Com curadoria de Gabriel Lordello, a exposição tensiona os limites entre a estética normativa e a potência da diversidade, abordando temas urgentes como representação, inclusão e a presença de corpos historicamente invisibilizados. As imagens — em preto e branco e em cores, produzidas em estúdio — vão de composições geométricas banhadas por luz pontual a naturezas mortas com simbologia fálica, até chegar a retratos que exibem, com dignidade e força, pessoas com nanismo, obesidade, amputação, deficiências, mastectomia, autismo, idosos, cadeirantes, além de diferentes corpos negros e brancos.
É um convite a reconhecer e reverenciar a multiplicidade do humano. Para Macaue, o projeto nasce do gesto estético, mas deságua na urgência política: “A estética do corpo normativo nega a diversidade dos corpos. É preciso mais do que consciência — é preciso agir”. A abertura da exposição marca também o lançamento do livro Do corpo, quase nu, primeiro de uma série que o artista publicará em 2026.

Serviço

  • Exposição e lançamento do livro Do Corpo, Quase Nu, de Marcelo Macaue 
  • Abertura: 12 de dezembro, às 19h
  • Em cartaz até 7 de fevereiro de 2025 
  • Local: Mosaico Fotogaleria

ENTRE A MATÉRIA E A LUZ

A Coleção Merge marca a estreia da designer Marina Kurten Moreira no universo das mesas de jantar, centro e laterais. Em inglês, merge significa fundir, unir, misturar. Mas aqui, o verdadeiro sentido da palavra está no intervalo entre as partes: no instante da transição, quando um elemento começa a se tornar outro.
É nesse espaço liminar que nasce o equilíbrio que define a coleção. Em Merge, o gesto manual e a precisão construtiva não se anulam; coexistem como forças complementares. Fiel à sua linguagem autoral, Marina investiga geometrias puras e movimentos circulares que tensionam a rigidez do desenho.
Cálculo e rigor conceitual se combinam a um olhar sensível, revelando uma sintonia fina entre estrutura e expressão. Nesta edição, a designer aprofunda suas pesquisas sobre contrastes táteis e visuais.
Merge é sobre encontros: entre o humano e o técnico, o traço e a estrutura, o calor manual e a precisão industrial. As mesas assumem um caráter escultórico — o cone, elemento recorrente em sua estética, atua como suporte, ritmo e movimento, sustentando volumes que parecem flutuar.

Isabela Castello

Isabela Castello, administradora e designer, é apaixonada pelo universo criativo e pela natureza. Escreve sobre criatividade e a economia criativa com ênfase nos conteúdos sobre arte e design autoral.

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