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Leonel Ximenes

Muito além da torta: saiba o significado de cada dia da Semana Santa

O período mais sagrado para os cristãos, principalmente os católicos, começa no Domingo de Ramos e vai até o Domingo de Páscoa

Públicado em 

30 mar 2026 às 16:58
Leonel Ximenes

Colunista

Leonel Ximenes

Torta capixaba do restaurante Caranguejo do Assis, em Vila Velha
Torta capixaba é tradicionalmente servida na Semana Santa no Espírito Santo Crédito: Bruno Coelho
Pelo menos no Estado do Espírito Santo, a Semana Santa tem sabor de torta capixaba, servida, segundo a tradição, a partir da Quinta-Feira Santa - embora muita gente opte por degustá-la na Sexta-Feira Santa. Mas um dos pratos mais tradicionais do ES não esgota o simbolismo desse período que é o mais sagrado para os cristãos, principalmente os católicos.
Com início no Domingo de Ramos, a Semana Santa celebra a Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus Cristo, terminando no Domingo de Páscoa. Lembra a entrada triunfal de Cristo em Jerusalém, a última ceia, a crucificação e a vitória sobre a morte.
O QUE SIGNIFICA CADA DIA DA SEMANA SANTA

DOMINGO DE RAMOS

  • Este dia abre a Semana Santa. Nele recordamos a entrada de Jesus em Jerusalém, poucos dias antes da Paixão, Morte e Ressurreição. É chamado de “Domingo de Ramos”, pois as pessoas cortam ramos de palmeiras para colocar no percurso por onde, segundo a tradição, Jesus passa e, assim, saudá-lo.

SEGUNDA-FEIRA SANTA

  • Nas celebrações deste dia é proclamado o Evangelho de São João, no qual Jesus vai até Betânia, seis dias antes da Páscoa, para uma última visita aos seus amigos, pois a sua hora tinha chegado.

TERÇA-FEIRA SANTA

  • Neste dia a liturgia “antecipa” algo que será vivido na quinta-feira. Jesus diz que sofrerá a traição de um dos discípulos e as negações de Pedro. A mensagem principal foca em torno da Última Ceia.

QUARTA-FEIRA SANTA

  • Na liturgia deste dia, em muitas igrejas, é realizada a Procissão do Encontro, onde homens saem de um local com a imagem de Bom Jesus dos Passos e as mulheres de outro ponto com Nossa Senhora das Dores. A proposta da procissão é reviver o encontro entre Maria e seu filho e refletir o “Sermão das Sete Palavras”.

QUINTA-FEIRA SANTA

  • É um dos dias mais intensos e carregados de simbolismo da Semana Santa. Na liturgia ocorre a bênção dos santos óleos e a renovação das promessas sacerdotais. É o dia que marca a instituição da eucaristia e a instituição do sacerdócio. 
  • São três os óleos abençoados na primeira celebração do dia: o do crisma, dos catecúmenos e dos enfermos, utilizados pelas paróquias e comunidades ao longo do ano. Nela se encontram o bispo e padres de toda a diocese para renovarem o sacerdócio e o compromisso de servir a Cristo e à Igreja. 
  • Na segunda celebração da Quinta-Feira Santa, chamada de Missa da Ceia do Senhor, é concluída a Quaresma, dando início ao Tríduo Pascal (esta celebração só se encerra no sábado santo). Na missa,  é feita a memória da Última Ceia, quando Jesus institui a eucaristia, o pão e o vinho que se tornam seu corpo e seu sangue, alimento para a vida espiritual. Normalmente ocorre a cerimônia do Lava-Pés, uma resposta ao pedido de Jesus “Se eu, o Senhor e Mestre, vos lavei os pés, também vós deveis lavar os pés uns aos outros.” (São João 13,14).

SEXTA-FEIRA SANTA

  • Está inserida no Tríduo Pascal. Na tarde deste dia não há missa. Na celebração da cruz recorda-se a morte de Cristo no calvário. Os fiéis são convidados pela liturgia a contemplar o mistério do crucificado; por isso, há a veneração da Santa Cruz, momento no qual ela é apresentada à comunidade. Neste dia é proposto também pela Igreja Católica a meditação das 14 estações da Via-Sacra, por isso algumas paróquias e comunidades encenam a Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus.
O tradicional Auto da Paixão de Cristo de Viana acontece nesta sexta (7)
Auto da Paixão de Cristo encenado na Sexta-Feira Santa Crédito: Victor de Almeida

SÁBADO SANTO

  • No último dia do Tríduo Pascal, a Igreja permanece em silêncio junto a Jesus no sepulcro, meditando os mistérios de sua morte e paixão, sua descida à mansão dos mortos. Na Santa Missa, chamada de Vigília Pascal, há a bênção do fogo e é aceso o Círio Pascal. As igrejas devem permanecer com as luzes apagadas até que o Círio, representando Cristo Ressuscitado, adentre em procissão e seja proclamada a Páscoa com o hino de louvor. É considerada a “mãe de todas as vigílias”.

 DOMINGO DA RESSURREIÇÃO (PÁSCOA)

  • É o Dia do Senhor, no qual a vida vence a morte. Neste sentido, Páscoa significa “passagem” da escravidão para a liberdade. Não se trata apenas de uma recordação, a Igreja crê o Cristo morto e sepultado, verdadeiramente ressuscitou e vivo está em nosso meio.

Leonel Ximenes

Iniciou sua história em A Gazeta em 1996, como redator de Esporte e de Cidades. De lá para cá, acumula passagens pelas editorias de Polícia, Política, Economia e, como editor, por Esportes e Brasil & Mundo. Também atuou no Caderno Dois e nos Cadernos Especiais e editou o especial dos 80 anos de A Gazeta. Desde 2010 é colunista. É formado em Jornalismo pela Universidade Feedral do Espírito Santo.

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