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Eleições 2026

A renúncia de Pazolini, os riscos e as chances do prefeito de Vitória

Republicano apresentou à Câmara Municipal,  nesta quarta-feira (1°), renúncia ao cargo a contar de 4 de abril. Ele é pré-candidato ao governo do ES

Públicado em 

01 abr 2026 às 11:39
Letícia Gonçalves

Colunista

Letícia Gonçalves

Lorenzo Pazolini presta contas na Câmara de Vitória
O prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini Crédito: Reprodução/Câmara de Vitória
Como já era esperado, o prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini (Republicanos), formalizou, nesta quarta-feira (1º), a renúncia ao mandato para disputar as eleições de 2026. Ele enviou um ofício à Câmara Municipal, em que apresentou renúncia "irrevogável", a contar de 4 de abril, cumprindo assim o prazo estipulado pela legislação eleitoral.
Pazolini é pré-candidato ao governo do Espírito Santo. A vice-prefeita, Cris Samorini (PP), vai assumir o comando da prefeitura no lugar dele, até o fim do mandato, em 31 de dezembro de 2028.
"Com fundamento no art. 109 da Lei Orgânica do Município de Vitória, dirijo-me a Vossa Excelência para, de forma expressa, solene, irrevogável e irretratável, apresentar minha renúncia ao cargo de Prefeito Municipal de Vitória, com efeitos a partir de 4 de abril de 2026, para os fins previstos no art. 14, § 6°, da Constituição da República", diz a carta de renúncia, dirigida ao presidente da Câmara, Anderson Goggi (Republicanos).
"A presente decisão é formalizada em estrita observância à ordem constitucional e ao regime jurídico aplicável à desincompatibilização para participação no pleito eleitoral, sendo encaminhada a esta Augusta Casa Legislativa para o devido conhecimento e adoção das providências institucionais cabíveis."

Arquivos & Anexos

A carta de renúncia de Lorenzo Pazolini

Veja a íntegra do texto enviado à Câmara de Vitória
Tamanho do arquivo: 472kb
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A decisão de Pazolini envolve riscos e chances. Ele é um pré-candidato competitivo, como atestam pesquisas de intenção de voto.
Aliados do político da Capital apostam que a disputa eleitoral vai ser "geracional", ou seja, que o fato de o prefeito ser mais jovem e ter exercido menos mandatos que os concorrentes deve favorecê-lo.
Seria uma onda de "renovação", em meio ao fim do revezamento protagonizado por Renato Casagrande (PSB) e Paulo Hartung (PSD) no comando do Executivo estadual desde 2002.
Essa é uma tese que ainda tem que ser provada nas urnas.
Se não for eleito, Pazolini terá aberto mão de pouco mais de dois anos de mandato em Vitória. Afinal, trata-se de uma renúncia, não uma licença do cargo.
Registrei logo no início desta coluna que o ofício enviado à Câmara Municipal não surpreendeu. Isso porque há tempos o prefeito movimenta-se como pré-candidato.
E, ao contrário de Arnaldinho Borgo (PSDB), de Vila Velha, e Euclério Sampaio (MDB), de Cariacica, que desistiram de participar do pleito, Pazolini chegou a tomar providências práticas e objetivas para garantir a saída do mandato.
Em janeiro, por exemplo, o prefeito da Capital pediu férias-prêmio à Polícia Civil. Ele é delegado licenciado para exercer o mandato, mas, uma vez fora do cargo, poderia ser designado imediatamente para voltar a dar expediente na PC, em meio à campanha eleitoral.
Para evitar esse contratempo, Pazolini solicitou as férias-prêmio, com duração de três meses, que foram concedidas. Ou seja, ele preparou o terreno para a decisão anunciada nesta quarta.
ALIADOS
Politicamente, Pazolini também tem se articulado, principalmente por intermédio do presidente estadual do Republicanos, Erick Musso.
A aliança partidária desenhada até agora não é muito numerosa. A maioria dos partidos e lideranças políticas do estado está no palanque do vice-governador Ricardo Ferraço (MDB), também pré-candidato ao Palácio Anchieta.
O Republicanos chegou a flertar com o PL, presidido no Espírito Santo pelo senador Magno Malta, mas este não descarta lançar candidatura própria ao Palácio.
Resta o PSD do ex-governador Paulo Hartung. O partido é presidido, no estado, pelo prefeito de Colatina, Renzo Vasconcelos.
Renzo e Pazolini, aliás, reuniram-se nesta quarta em Vitória. O prefeito da Princesinha do Norte voltou a flertar com Ricardo e com o governador Renato Casagrande (PSB), mas agora emitiu, mais uma vez, sinais de proximidade com o colega da Capital.
Lorenzo Pazolini e Renzo Vasconcelos
Lorenzo Pazolini e Renzo Vasconcelos Crédito: Instagram/@erickmusso
Na última segunda-feira (30), uma foto ilustrou como estão as relações políticas de Pazolini. Ele apareceu ao lado do deputado federal Evair de Melo (PP), do ex-prefeito de Linhares Guerino Zanon (PSD), e do ex-prefeito de Guarapari Edson Magalhães.
Paulo Hartung, que não participou do encontro, compartilhou a imagem no Instagram com o seguinte comentário: "Bom time para o ES".
Guerino Zanon, Edson Magalhães, Evair de Melo e Lorenzo Pazolini
Guerino Zanon, Edson Magalhães, Evair de Melo e Lorenzo Pazolini Crédito: Instagram/@lorenzopazolini
O prefeito de Vila Velha, Arnaldinho Borgo (PSDB), também havia se aproximado de Pazolini, mas já voltou para o lado de Casagrande e não descarta apoiar Ricardo.
https://www.agazeta.com.br/colunas/leticia-goncalves/arnaldinho-quem-investe-em-vila-velha-merece-continuar-no-governo-do-es-0326
O principal escudeiro do prefeito de Vitória, porém, segue sendo Erick Musso. O presidente estadual do Republicanos divulgou nota nesta quarta em que exalta o projeto eleitoral de Pazolini:
"Respeitamos todas as pré-candidaturas colocadas, porque acreditamos na democracia como a única alternativa legítima para o debate de ideias e a construção de soluções para a sociedade, mas sigo convicto de que o nosso projeto representa um caminho seguro, com equilíbrio, diálogo e resultado, um projeto que não nasce de estruturas de poder, nasce do povo e da confiança construída com trabalho e entregas".

Letícia Gonçalves

Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Espírito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2006, como estagiária no Gazeta Online/ CBN Vitória. Em 2008, passou a atuar como repórter da rádio. Em 2012, migrou para a editoria de Política de A Gazeta, onde exerce a função de editora-adjunta desde 2020.

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