Pré-candidato a governador do Espírito Santo, o deputado federal Helder Salomão (PT) reuniu-se nesta segunda-feira (30) com o presidente Lula (PT). O líder petista confirmou apoio ao projeto eleitoral do parlamentar e, de acordo com Helder, ainda disse que vai fazer o possível para ajudá-lo.
"Lula disse: 'vou fazer o que eu puder para te ajudar a se tornar o próximo governador do Espírito Santo'. E mandou um abraço para o povo capixaba", relatou o deputado à coluna.
Obviamente, quem decide o resultado da eleição, ao fim e ao cabo, não são partidos nem lideranças políticas, mas é melhor ter apoios do que não ter. E, neste caso, ainda mais, já que a campanha do petista capixaba deve ser umbilicalmente ligada à do presidente, pré-candidato à reeleição.
Quem lidera a corrida pelo Palácio Anchieta é o vice-governador Ricardo Ferraço (MDB), em todos os cenários estimulados (quando os nomes dos pré-candidatos são informados aos entrevistados).
O senador Magno Malta, do PL do ex-presidente Jair Bolsonaro, fica em segundo lugar nos recortes em que é inserido.
Mas Helder preferiu focar no cenário espontâneo, quando os nomes dos pré-candidatos não são informados e os entrevistados têm que falar, de pronto, em quem pretendem votar.
"Falta muito tempo para a eleição, assim o cenário espontâneo é o que retrata melhor a situação. No espontâneo, todo mundo tem menos de 8%", observou.
Nesse cenário, Helder não pontuou. Claro que é um retrato do momento. A ver.
É que o PT integra,
ao menos até quarta-feira (1º), o governo Renato Casagrande (PSB). Assim, tem críticas pontuais, mas amenas à administração estadual. O deputado prega, por exemplo, que é preciso investir mais em políticas sociais.
Mas o candidato ao Palácio apoiado por Casagrande é Ricardo Ferraço, que não tem proximidade com o PT, muito ao contrário.
Helder tem a missão de fazer campanha para Lula no Espírito Santo e marcar a presença do partido no pleito.
"Lula vai ter ao menos 40% de votos no estado. Já teve mais que isso", vislumbrou.
O deputado sustenta que a própria pré-candidatura é competitiva e não só para constar.
"É um projeto coletivo, não é um projeto pessoal meu. Vamos apresentar um projeto de governo e debater propostas, sem ódio, sem fake news. A eleição deve ser polarizada, mas não vamos baixar o nível", completou.
Ele admitiu, entretanto, que se fosse candidato à reeleição, estaria em uma situação "mais confortável". Em 2022, Helder Salomão foi o deputado federal mais votado do Espírito Santo".
"Mas não sou apegado a cargos. Além disso, repito, temos todas as chances de chegar ao segundo turno", concluiu.