Único deputado federal do PSB no Espírito Santo e aliado do governador, Paulo Folletto votou a favor da PEC nos dois turnos de apreciação na Câmara. Ele posicionou-se contra apenas à adoção do voto secreto para análise de autorização para abertura de processos criminais contra parlamentares.
Considerando a bancada do PSB, de todos os estados, nove votaram a favor da PEC na Câmara dos Deputados e seis, contra.
Líder do partido na Casa, o deputado Pedro Campos (PE) depois se arrependeu. "Tenho a humildade de reconhecer que não escolhemos o melhor caminho e saímos derrotados na votação e PEC e na votação da anistia", afirmou o parlamentar,
à Folha de S. Paulo.
Na CCJ do Senado, o senador Jorge Kajuru (PSB-GO), único representante da sigla que é membro titular do colegiado, votou contra a proposta. A rejeição foi unânime.
Casagrande é secretário-geral do PSB e um quadro histórico da legenda. Por ser governador, obviamente, ele não participou das votações na Câmara e no Senado e tampouco lhe cabia orientar os votos dos correligionários.
O registro aqui feito é para chamar a atenção dos leitores para as contradições internas dos partidos brasileiros, o que não é exclusividade do PSB.
Na Câmara, nenhum parlamentar do PL disse "não" à PEC da Blindagem. O partido do ex-presidente Jair Bolsonaro votou em peso a favor da proposta, foram 83 votos "sim", entre eles o do único deputado federal do PL no Espírito Santo, Gilvan da Federal.
Já quanto ao PT do presidente Lula, na Câmara a maioria votou contra a proposta (51 votos "não" e 12 "sim"). Os dois deputados federais do PT-ES, Jack Rocha e Helder Salomão, votaram contra.
Na CCJ do Senado, o senador capixaba Fabiano Contarato (PT) também votou para rejeitar o texto.