O Jubileu de Ouro celebra o vigor de uma trajetória de cinco décadas. Inspirado na perenidade e no valor intrínseco do metal nobre, o marco simboliza a maturidade de instituições ou uniões que superaram o teste do tempo, consolidando legados de resistência e excelência.
O desenvolvimento de um estado não se mede apenas por indicadores econômicos, mas, fundamentalmente, pela densidade do seu capital intelectual e pela capacidade de transformar conhecimento em bem-estar social.
Em 2026, ao celebrarmos os 50 anos da Universidade Vila Velha (UVV), testemunhamos a trajetória de uma instituição que se fundiu à própria identidade do Espírito Santo, consolidando-se como um pilar estratégico para o crescimento sustentável do nosso Estado.
Fundada em 1976 como a primeira instituição de ensino superior particular do solo capixaba, a UVV percorreu meio século de evolução constante. De faculdade a centro universitário e, posteriormente, à única universidade particular do Estado, a instituição não apenas acompanhou a modernização do Espírito Santo, mas foi protagonista dela.
Ao longo dos últimos anos, em meus artigos nesta coluna, destaquei como a educação de qualidade é o combustível para a inovação e para a melhoria dos indicadores sociais que hoje colocam o ES em posição de destaque nacional.
Chegar ao Jubileu de Ouro com a nota máxima no MEC e reconhecimento internacional é um feito que transcende os muros do campus de Boa Vista de Vila Velha. Significa que milhares de profissionais foram formados sob a égide da excelência, alimentando nosso mercado com médicos, professores, engenheiros, gestores e pesquisadores que pensam o Estado de forma sistêmica. A UVV entende que a universidade do século XXI precisa ser um ecossistema vivo de soluções, integrando academia, setor produtivo, empreendedorismo, inovação e políticas públicas.
Olhando para o horizonte, o papel da instituição torna-se ainda mais vital diante dos desafios da nova economia. A consolidação da UVV Highline, a expansão das fronteiras da pesquisa científica e a internacionalização do currículo demonstram que a universidade não parou no tempo.
Pelo contrário, ela antecipa tendências para que o capixaba não seja apenas um espectador das mudanças globais, mas um agente ativo do sexto ciclo de inovação schumpeteriano. A UVV chega aos 50 anos com o vigor de quem sabe que o maior patrimônio de uma cidade e de um estado é a inteligência de sua gente.
No último dia 5 de março, a UVV celebrou não apenas o passado de pioneirismo dos fundadores, mas o compromisso renovado com o futuro. Em um mundo de transições tecnológicas aceleradas, ter uma universidade robusta em solo capixaba é a garantia de que o Espírito Santo continuará sendo um "estado luz", capaz de produzir ciência e reter talentos. Parabéns à UVV pelos 50 anos de história, transformando vidas e impulsionando o progresso capixaba. Que venham as próximas décadas de inovação e saber.