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Ações de restauração ecológica recuperam biodiversidade em áreas degradadas da Mata Atlântica

Programa de restauração ecológica da Suzano recupera florestas, conecta fragmentos nativos e fortalece a biodiversidade em diferentes regiões do Espírito Santo, Minas Gerais e Bahia
Curso de Residência

Publicado em 

21 nov 2025 às 09:14

Publicado em 21 de Novembro de 2025 às 09:14

Muda nativa que será plantada em área de recuperação florestal da Suzano.
Muda nativa que será plantada em área de recuperação florestal. Crédito: Alice Trindade
A fragmentação de áreas naturais e florestais está entre as maiores ameaças à biodiversidade. O alerta ganha ainda mais peso no Brasil, país que abriga cerca de 20% de toda a biodiversidade do planeta, segundo o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA). Essa riqueza biológica reforça a urgência de ações que garantam a preservação dos ecossistemas e o equilíbrio ambiental.
A restauração ecológica é um processo essencial para recuperar áreas degradadas e promover o equilíbrio dos ecossistemas. Essa prática auxilia na redução de impactos causados por atividades humanas, estimulando o retorno da fauna e flora nativas, o que contribui para regular o clima, proteger os recursos hídricos e melhorar a fertilidade do solo.
O Código Florestal estabelece normas gerais sobre a proteção da vegetação, como exigências legais relacionadas à recuperação de Áreas de Preservação Permanente (APPs) e Reservas Legais (RLs). No caso da Suzano, quando há aquisição ou arrendamento de propriedades, é realizado o planejamento para a adequação ambiental desses locais. Assim, áreas de conservação que estejam degradadas são inseridas no programa de restauração da companhia. Mas essas iniciativas não se limitam ao que determina a legislação: a empresa tem investido em projetos que vão além e ampliam a restauração de ecossistemas e estimulam a conservação da biodiversidade.
O compromisso da empresa envolve conectar fragmentos florestais dos biomas brasileiros por meio de corredores ecológicos, conservar o meio ambiente e também realizar o monitoramento de espécies ameaçadas.

Programa de Restauração Ecológica da Suzano

Desde 2010, o programa já implementou ações de restauração ecológica em mais de 28 mil hectares de áreas nativas nos estados do Espírito Santo, Minas Gerais e Bahia, o equivalente a dezenas de milhares de campos de futebol destinados à recomposição da vegetação nativa. A meta é alcançar mais 18 mil hectares em processo de restauração até 2032.
Áreas em processo de restauração ecológica pela Suzano.
Áreas em processo de restauração ecológica. Crédito: Reprodução/Suzano
De acordo com Tiago Pereira, supervisor de Operações Florestais da Suzano, a meta contempla tanto áreas de Reserva Legal como Áreas de Preservação Permanente e outras áreas importantes para a formação de corredores ecológicos. “Esse volume é dividido ano a ano. Então, neste ano de 2025, nós temos em média 3.000 hectares a restaurar”, destaca.
Essas ações incluem técnicas como plantio de espécies nativas (nucleação em faixas, semeadura direta e plantio consorciado), condução da regeneração natural, restauração passiva, além do controle de espécies exóticas. Apenas neste ano, o programa já iniciou a restauração em mais 2.2 mil hectares, área equivalente a mais de 2 mil campos de futebol.

Como funciona o processo de restauração florestal?

O ciclo de um projeto de restauração florestal leva, em média, de seis a sete anos, abrangendo desde o planejamento e a intervenção até o monitoramento e manutenção das áreas em recuperação. Essas iniciativas compreendem mais de 30 municípios, onde são reservadas áreas para plantio de espécies nativas de Mata Atlântica, selecionadas a partir de uma lista com mais de 90 opções.
A proposta do projeto de restauração ecológica vai além do simples plantio de árvores, trata-se de restabelecer a estrutura e funcionalidade do ecossistema em sua forma original, criando condições para que o processo natural de sucessão ecológica aconteça. O objetivo é que as espécies nativas consigam se estabelecer, dispersar sementes e, com o tempo, restabelecer a resiliência e o equilíbrio do ambiente.
As áreas restauradas incluem corredores ecológicos, zonas que conectam fragmentos florestais isolados, o que facilita o deslocamento da fauna e promove um ambiente com aumento de cobertura vegetal e, consequentemente, regeneração da biodiversidade. Até 2030, a meta da Suzano é conectar mais de 500 mil hectares nos biomas Cerrado, Mata Atlântica e Amazônia, o equivalente a quatro vezes a área da cidade do Rio de Janeiro.
Para alcançar esse objetivo, a Suzano firmou parcerias com diferentes setores da sociedade e do poder público com uma iniciativa que busca restaurar a vegetação nativa e incentivar práticas agrícolas mais sustentáveis nas comunidades que receberão os corredores ecológicos.
Áreas destinadas para o corredor ecológico em restauração da Suzano.
Áreas destinadas para o corredor ecológico. Crédito: Reprodução/Suzano
Outro pilar do programa são as Áreas de Alto Valor de Conservação (AAVCs), que são áreas que abrigam atributos de relevância biológica, social ou cultural excepcionais. Esses locais desempenham papel fundamental na preservação da biodiversidade, na manutenção de ecossistemas ameaçados e no fortalecimento dos serviços ambientais que beneficiam toda a sociedade.
Uma das AAVCs da Suzano, denominada Complexo RPPNs Mutum Preto e Recanto das Antas, está localizada em Sooretama, no Norte do Espírito Santo. Essa AAVC é adjacente à Reserva Biológica de Sooretama (REBIO) e à Reserva Natural da Vale, compondo em conjunto um bloco contínuo de cerca de 50 mil hectares de Mata Atlântica. Trata-se de uma das regiões com maior concentração de espécies endêmicas e ameaçadas do bioma, conforme explica a analista de Excelência Ambiental Karine Neves.
“Hoje, a Suzano possui 15 áreas de alto valor de conservação. Uma delas é a Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) chamada Mutum Preto e Recanto das Antas. Ela está entre as nossas principais áreas de conservação, com mais de 2 mil hectares e por abrigar muitas espécies ameaçadas”, pontua.
Karine destaca ainda que a proteção e o monitoramento dessas áreas estão diretamente ligados às ações de restauração ecológica conduzidas pela empresa em diferentes paisagens florestais.

Impactos nas comunidades locais

O impacto das ações também alcança as comunidades locais. Atualmente, cerca de 150 colaboradores participam diretamente das atividades de restauração, atuando em etapas como plantio, irrigação e manejo das áreas em recuperação. Por meio desse envolvimento, suas famílias também são beneficiadas.
Alessandro Machado, colaborador da empresa Inovesa, atua em atividades essenciais para o processo de restauração ecológica, como plantio, irrigação e adubação de áreas ambientais localizadas na região de Conceição da Barra.
Segundo ele, seu trabalho possibilita proteção e preservação dos recursos naturais para as futuras gerações. “Adoro fazer o que faço, ajudo a reconstruir florestas para daqui uns anos nossos filhos herdarem essas matas”, afirma.
Processo de plantio de mudas em uma área de recuperação ecológica da Suzano.
Processo de plantio de mudas em uma área de recuperação ecológica. Crédito: Reprodução/Suzano
Além das ações de restauração, a empresa também desenvolve um programa de educação ambiental junto às comunidades do entorno. A iniciativa promove atividades de sensibilização ambiental sobre a importância da conservação da natureza e mantém canais abertos para denúncias de atividades ilegais, o que estimula a participação popular na proteção das áreas naturais.
Informações mais detalhadas sobre o Programa de Restauração Ambiental da Suzano podem ser encontradas no site da empresa.
Alice Trindade e Samara Ramos são alunas do 28º Curso de Residência em Jornalismo da Rede Gazeta. Este conteúdo de marca teve a orientação e edição de Mariana Gotardo, editora de conteúdo do curso, e Vinicius Viana, editor-adjunto do Estúdio Gazeta.

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