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Opinião da Gazeta

Porto Central: obras precisam nadar de braçada com R$ 2,1 bi de investimento

Há muita expectativa em torno desse projeto, anunciado em 2012, que vai promover uma mudança de patamar na economia do Sul do Estado, com impactos em todo o país

Públicado em 

25 mar 2026 às 01:01

Colunista

Porto
Perspectiva do Porto Central, em Presidente Kennedy Crédito: Porto Central/Divulgação
excelente notícia de que o Porto Central foi beneficiado com a aprovação de R$ 2,18 bilhões pelo Fundo da Marinha Mercante, administrado pelo Ministério de Portos e Aeroportos para investimentos em projetos portuários, traz mais uma vez à tona o peso desse empreendimento para a economia do Espírito Santo, sobretudo diante dos desafios que nos esperam nos próximos anos.
O terminal portuário, em obras desde o ano passado, terá capacidade para receber os maiores navios do mundo e vai ocupar uma área de 2 mil hectares (20 milhões de metros quadrados) em Presidente Kennedy. O investimento liberado pelo fundo vai acelerar a construção do porto, com previsão de iniciar as operações de transbordo de petróleo no primeiro trimestre de 2028. O que será uma vitória para um projeto iniciado em 2012, mas que levou mais de dez anos para começar a sair do papel. Daqui para frente, não pode haver mais percalços.
O impacto no dinamismo econômico e na competitividade serão incontestáveis: como reforçado pela coluna de Abdo Filho, o Porto Central vai chegar com pretensões continentais: vai aproveitar a localização estratégica no Sudeste para se tornar um hub que recebe navios de todas as dimensões e de todos os países e direciona as cargas recebidas em embarcações menores para distribuí-las em toda a América do Sul. 
É nesse ponto que outro projeto de infraestrutura no Espírito Santo tem a sua importância mais bem dimensionada: a construção do ramal ferroviário com integração com este que será o maior complexo portuário de águas profundas do país. Com a EF-118, o Sul do Estado vai fazer parte de um eixo logístico que vai aumentar a competitividade brasileira e reduzir gargalos que impedem o crescimento econômico.
O Espírito Santo vai dar um salto em sua capacidade logística, mas não só isso: há também a previsão de uma ZPE nos moldes da de Aracruz, onde será desenvolvida uma área industrial de livre comércio localizada de frente para grandes produtoras de óleo e gás. Empreendimentos que vão gerar empregos e ser a base de uma cadeia produtiva efervescente no Sul do Estado.
Projetos de infraestrutura desse porte podem mudar toda a dinâmica econômica da região.
Por isso, a preparação regional tem de começar desde já, envolvendo do pequeno ao grande empresário, pois todos têm potencial de serem fornecedores de bens e serviços. Investimentos em capacitação da mão de obra também são uma necessidade. Em breve, os municípios do Sul do Estado não serão mais como são hoje, com mais oportunidades e mais pessoas morando e circulando. Preparar a população para tirar proveito desse círculo virtuoso e se inserir efetivamente na cadeia de prosperidade é fundamental. É estratégia que precisa ser colocada em prática já.
 Com mais esse investimento para dar um gás nas obras, o que se espera é que tudo continue correndo dentro do cronograma. O Espírito Santo conta com isso.

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