Pousos e decolagens fazem parte da rotina visual e sonora de quem mora próximo ao Aeroporto de Vitória, no Espírito Santo, mas nesta semana o cenário tem sido um pouco diferente até mesmo para os mais familiarizados com a aviação. Isso porque, desde a última segunda-feira (23), aeronaves do Grupo Especial de Inspeção em Voo (Geiv) e também um caça da Marinha do Brasil se alternam em aproximações, rasantes e voos que fogem às rotas tradicionais dos aviões comerciais.
Na terça (24), um A-4 Skyhawk realizou exercícios militares na pista antiga do terminal aeroportuário da Capital capixaba. A passagem dele, inclusive, foi registrada pelo cinegrafista Archimedes Patrício, da TV Gazeta. O modelo de combate tem sido mais frequente por aqui. Nas últimas semanas, foram algumas aparições.
Já nesta quinta-feira (26), novamente o Geiv foi o que atraiu olhares. O jato IU-50, um Legacy 500 fabricado pela Embraer, fez vários sobrevoos e passagens, como mostra o mapa de voo registrado no Flight Radar.
E por que estão por aqui?
Por mais que possam incomodar, principalmente por conta dos sons agudos e estridentes que emitem, a presença dessas aeronaves, em especial as do Geiv, é importante para a segurança operacional do Aeroporto de Vitória.
Os jatos do grupamento, subordinado ao Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea) da Força Aérea Brasileira (FAB), são dotados de mecanismos e sistemas usados para voos de inspeção e atestam se os dados fornecidos pelos equipamentos de auxílios à navegação instalados dentro e fora dos aeroportos são confiáveis.
A aeronave que operou nesta quinta-feira é uma das mais modernas da frota, com capacidade para realizar inspeções de alta precisão, incluindo procedimentos baseados em satélite (RNAV/RNP). Já a que foi avistada na segunda, matrícula IU-93A, é um jato Hawker 800XP, utilizado pelo Geiv para inspeção de sistemas de aproximação (ILS), rádiofaróis (VOR/NDB) e radares.
Por fim, o caça visto na terça decolou da Base Aeronaval de São Pedro da Aldeia, no Rio de Janeiro, onde está o 1º Esquadrão de Aviões de Interceptação e Ataque, e desempenhou outras atividades sem relação com o Geiv. Segundo a Marinha, as operações em Vitória são destinadas aos treinamentos programados dos pilotos, fundamentais para a defesa do espaço aéreo.
Vale destacar que a presença destas aeronaves não interfere nos pousos e decolagens programadas no Aeroporto de Vitória, pois utilizam a pista mais nova, com cabeceiras para a orla de Camburi e para o bairro Boa Vista II. Já o Geiv e o A-4 utilizam a pista antiga, que somente é utilizada pela aviação comercial quando a principal passa por manutenção ou tem algum impeditivo.