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Órgão investiga pousos paralelos entre avião que saiu de Vitória e jumbo em SP

Cenipa classificou o episódio como incidente grave, visto que o Aeroporto de Guarulhos não possui homologação para realizar o procedimento. Episódio ocorreu no dia 8 deste mês; veja o vídeo
Murilo Cuzzuol

Publicado em 

22 fev 2026 às 18:45

Publicado em 22 de Fevereiro de 2026 às 18:45

O jumbo da Atlas, à esquerda, e o Boeing 737-800 da Gol, à direita, pousaram simultaneamente em Guarulhos no dia 8 de fevereiro
O jumbo da Atlas, à esquerda, e o Boeing 737-800 da Gol, à direita, pousaram simultaneamente em Guarulhos no dia 8 de fevereiro Crédito: Reprodução/Aviaçãoguarulhossjpd e Aeroin
O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos, órgão responsável por apurar incidentes aeronáuticos no Brasil, abriu investigação sobre pousos simultâneos realizados no último dia 8 deste mês, envolvendo uma aeronave que decolou de Vitória e pousou em Guarulhos (SP) simultaneamente a um cargueiro da Atlas Air. O Cenipa classificou o episódio como "incidente grave".
Neste dia (domingo), às 5h59, o voo da Gol G3-1773, decolou do Aeroporto de Vitória, operado em um Boeing 737-800, matrícula PR-GGM. 
Ao se aproximar do pouso em São Paulo, já por volta das 7h20, a aeronave alinhou para a pista ao mesmo tempo em que um cargueiro da Atlas Air, popularmente conhecido como jumbo (Boeing 747F), também alinhou. Os dois aviões se aproximaram pelas cabeceiras 10L e 10R do maior terminal aeroportuário do país.
Um canal especializado em aviação registrou o exato momento em que as duas aeronaves se alinharam para o pouso e compartilhou nas redes sociais.
O pouso simultâneo é comum em grandes aeroportos espalhados pelo mundo, como em Hong Kong, onde até três podem ser realizados ao mesmo tempo, no aeroporto de São Francisco, nos Estados Unidos. No Brasil, o Juscelino Kubitschek, em Brasília, também opera pousos paralelos em duas pistas diferentes.
Ocorre que tal prática não é permitida para Guarulhos, visto que o aeroporto não possui a certificação necessária. Sendo assim, o Cenipa iniciou uma investigação para apurar as causas, sendo analisados fatores como coordenação do controle de tráfego aéreo, procedimentos operacionais, comunicações e condições do fluxo aéreo no momento da ocorrência. A investigação permanece em apuração, segundo o painel Sipaer.
Aviação
Voo da Gol decolou de Vitória para Guarulhos na manhã do dia 8 de fevereiro Crédito: Reprodução/FR24
A reportagem de A Gazeta procurou a companhia aérea Gol, que explicou, em nota, que o pouso do voo G3 1773 no Aeroporto de Guarulhos no dia 08/02 ocorreu em segurança, sem intercorrências. A companhia salientou ainda que está colaborando integralmente com o Cenipa na apuração do evento.
A NAV Brasil, que faz o controle do tráfego aéreo no Aeroporto de Guarulhos, explicou que, em decorrência das características operacionais das aeronaves envolvidas, o B747, com uma velocidade de aproximação maior, efetuou o pouso antes da sequência previamente planejada, ocasionando a redução da separação prevista. A ocorrência foi devidamente registrada e encontra-se em processo de análise técnica e operacional pelos órgãos competentes, conforme os procedimentos adotados no âmbito da Segurança Operacional.

Nota da NAV Brasil

A NAV Brasil informa que, no dia 08 de fevereiro de 2026, durante a prestação regular dos Serviços de Navegação Aérea no Aeroporto Internacional de São Paulo/Guarulhos, foi registrada uma situação operacional envolvendo duas aeronaves em procedimento de aproximação para pouso. 

Na oportunidade, um Boeing 747 (B747) e um Boeing 737 (B737) encontravam-se em trajetórias de aproximação para pouso, respectivamente, nas pistas 10L (de rumo magnético de 100º, situada à esquerda – “Left”) e a segunda para a pista 10R (rumo magnético de 100º, à direita – “Right”). Em decorrência das características operacionais das aeronaves envolvidas, o B747, com uma velocidade de aproximação maior, efetuou o pouso antes da sequência previamente planejada, ocasionando a redução da separação prevista.

A ocorrência foi devidamente registrada e encontra-se em processo de análise técnica e operacional pelos órgãos competentes, conforme os procedimentos adotados no âmbito da Segurança Operacional. Esse processo tem como finalidade compreender de forma abrangente o contexto operacional verificado, bem como identificar, se aplicável, oportunidades de aperfeiçoamento e aprimoramento contínuo das atividades, prática rotineiramente conduzida no âmbito da gestão operacional.

As aeronaves realizaram seus pousos normalmente, sem interferências, sem impacto operacional e sem prejuízo ao fluxo das demais chegadas. A NAV Brasil reafirma seu compromisso permanente com a segurança operacional e com a eficiência na prestação dos Serviços de Navegação Aérea.

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