O Banestes comunicou ao mercado que vai abrir um novo Plano de Desligamento Voluntário (PDV). A proposta, de acordo com o fato relevante, visa a otimizar a estrutura aos padrões de corporativos e maximizar a geração de valor do banco para os acionistas.
De acordo com o banco, podem se inscrever até o dia 10 de setembro os colaboradores com 30 anos ou mais de serviços prestados ao Sistema Financeiro Banestes (SFB) e que 30 de setembro estejam aposentados ou aptos a aposentar pela Previdência Social e usufruir dos benefícios da Fundação Banestes de Seguridade Social.
Banestes quer desligar 100 empregados em plano de demissão voluntária
Dentro desses critérios, o Banestes tem cerca de 500 funcionários elegíveis. No entanto, a meta do banco é desligar até 100 trabalhadores neste novo PDV, segundo informou o banco para A Gazeta.
Quem aderir terá como benefícios o pagamento das verbas rescisórias, mais um valor a título de incentivo de 10 rendas mensais, acrescido do valor correspondente a seis meses de ticket (auxílio refeição e cesta alimentação) e seis meses de contribuição patronal para a Banescaixa.
"Os valores de incentivo possuem caráter indenizatório e, portanto, sem a incidência de Imposto de Renda", destacou o Banestes.
Questionado sobre a economia estimada com o PDV, o banco respondeu que esse não é o objetivo. "É um processo natural de incentivo bonificado para a aposentadoria de colaboradores já interessados que aguardavam a oportunidade. O Banestes fez convocações recentes de técnicos bancários do último concurso público realizado", informou.
A decisão da instituição financeira, que tem ações negociadas na Bolsa de Valores de São Paulo (B3) e o governo do Estado como acionista controlador, foi divulgada no dia 23 de agosto, após a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) publicar a resolução 44/2021, que impõe regras de comunicação às empresas inscritas no mercado acionário.
Em 2020, a instituição já realizou um outro PDV, garantindo indenização correspondente a dez salários para quem aderisse.
LUCRO DE R$ 114 MILHÕES NO PRIMEIRO SEMESTRE
O Banestes fechou o primeiro semestre de 2021 com lucro total de R$ 114 milhões, sendo R$ 109 milhões de lucro líquido recorrente, volume 25% maior que os primeiros seis meses do ano de 2020, quando o banco capixaba alcançou R$ 87 milhões em resultado.
Os resultados contábeis (R$ 114 milhões) indicam queda de 8,4% em relação à primeira metade do ano passado (R$ 125 milhões). A diferença é atribuída ao lucro líquido adicional de R$ 38 milhões, gerado em janeiro de 2020, por alienação de títulos públicos, que não é um fato recorrente.
Entre janeiro e março de 2021, o banco atingiu lucro líquido de R$ 61 milhões. Já o resultado entre abril a junho foi de R$ 53 milhões, sendo R$ 48 milhões recorrentes - cifra, 21,3% menor que o primeiro trimestre, mas maior que o do mesmo período do ano passado, de R$ 42 milhões.
Em comunicado ao mercado nesta terça-feira (10), o banco, que tem o governo do Espírito Santo com acionista controlador, explicou que o ganho, na comparação interanual, é decorrente de maiores receitas com tesouraria (+34,6%), menores despesas com provisões para crédito de liquidação duvidosa (-38,1%) e receita não recorrente de reversão fiscal (R$ 9 milhões).
Aos acionistas, o Banestes pagou R$ 36 milhões a título de juros de capital próprio. A maior fatia, de cerca de R$ 33 milhões, foi para o caixa do Tesouro Estadual.