Ao sair do prédio do Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES), em Vitória, onde foi realizado nesta quinta-feira (12) o julgamento do último réu do caso do assassinato do juiz Alexandre de Martins de Castro Filho, ocorrido há 23 anos, o pai do magistrado, Alexandre Martins, falou sobre o sentimento de ver a condenação do juiz Antônio Leopoldo Teixeira como um dos mandantes do crime.
O juiz aposentado foi condenado a 24 anos de prisão em regime fechado e também à perda do cargo, bem como dos seus vencimentos com a aposentadoria. O voto do relator, Fábio Brasil Nery, foi acompanhado por unanimidade no pleno do TJES. Sobre o tempo determinado de pena, Martins avalia que chega como uma resposta para a família. "A pena base de 24 anos é uma bela resposta que o Estado dá para isso", afirma.
Foram anos de reclamação, perseguição e incerteza, mas, no final, o voto que foi dado, além de ser uma punição exemplar, reconheceu o trabalho que foi feito pelo meu filho e me orgulho muito disso
Alexandre Martins compareceu ao julgamento vestindo terno que pertencia ao filho e afirmou que foi uma forma de ele estar presente no julgamento.
Sobre o fato de o acusado não ter comparecido ao julgamento, o pai do magistrado assassinado afirmou que ele sabia que seria preso. "Esse tempo todo ele fugiu do julgamento. Ele não vir hoje é apenas uma demonstração do que ele sempre fez esse tempo todo", disse.
'A pena é bela resposta que o Estado dá', diz pai de juiz Alexandre Martins