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Caso Alexandre Martins

'Tribunal encerra processo que deixou sentimento de luto', diz presidente do TJES

Ao fim do julgamento que condenou Antônio Leopoldo, a desembargadora Janete Vargas Simões falou sobre as duas décadas do processo sobre a morte do juiz Alexandre Martins de Castro Filho
Leticia Orlandi

Publicado em 

12 mar 2026 às 19:42

Publicado em 12 de Março de 2026 às 19:42

Ao encerrar o julgamento que condenou à prisão o juiz aposentado Antônio Leopoldo Teixeira pelo assassinato do juiz Alexandre Martins de Castro Filho, ocorrido em 2003, a presidente do Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES), Janete Vargas Simões, falou sobre o sentimento de luto diante do caso que se arrastou por duas décadas e terminou com um magistrado morto e outro condenado. 
Por unanimidade, os desembargadores que participaram da sessão do Pleno do TJES votaram pela condenação, nesta quinta-feira (12), de Antônio Leopoldo a 24 anos de cadeia em regime fechado e definiram também a perda do cargo e da aposentadoria do magistrado, além da prisão imediata dele.
O juiz aposentado Leopoldo se tornou réu como um dos mandantes do assassinato do juiz Alexandre Martins. Os dois trabalharam na vara de Execuções Penais, em Vitória. Segundo o Ministério Público do Espírito Santo (MPES), Leopoldo teria envolvimento em um esquema de favorecimento ao crime organizado.
“O Tribunal de Justiça encerra hoje um ciclo de mais de duas décadas do julgamento de um processo que se arrastou deixando um sentimento de luto no Poder Judiciário. Foi morto um jovem e promissor magistrado no cumprimento do seu dever e amor pela magistratura. E condenado outro magistrado”, afirmou Janete.
Janete Vargas Simões, presidente do Tribunal de Justiça do Espírito Santo
Janete Vargas Simões, presidente do Tribunal de Justiça do Espírito Santo Crédito: Reprodução
"Que a história registre e nem deixe no esquecimento o irreparável dano causado na sociedade e aos familiares da vítima", disse a presidente do TJES.
Ela também deixou um recado para o pai do juiz assassinado, Alexandre Martins, que esteve presente ao julgamento. "Queria deixar o nosso carinho e a nossa gratidão pelos serviços prestados à magistratura pelo seu filho Alexandre Martins de Castro Filho. Que Deus o tenha", finalizou.

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