Publicado em 20 de fevereiro de 2023 às 08:00
A doença do beijo, também conhecida como mononucleose, é uma infecção causada pelo vírus Epstein-Barr, do grupo herpes. Essa condição é chamada de doença do beijo porque é transmitida majoritariamente pelo contato direto com a saliva de um indivíduo que tenha a doença, além do contato com objetos dessa pessoa.
O médico Ullyanov Toscano, especialista em cabeça e pescoço, conta que essa época de verão e carnaval merece cuidado, pois há riscos nos excessos de parceiros (as). “Existem várias doenças que aumentam a incidência neste período, como resfriados e gripes, causadas pela aglomeração e o contato íntimo. A mononucleose, que também é uma virose com sintomas comuns, pode causar febre mais alta e a presença de adenopatias, popularmente chamadas de ‘ínguas’. Doenças sexualmente transmissíveis (DST) também podem ter incidência”.
O intervalo entre a data do primeiro contato com o vírus até o início dos sintomas da mononucleose é de até 45 dias. "Uma vez infectada, a pessoa pode permanecer com o vírus no organismo para sempre e, em circunstâncias especiais, ele ainda pode ser transmitido", diz o médico.
O diagnóstico é feito com base no conjunto de sinais clínicos e laboratoriais, mas depende da confirmação por exames de sangue que pesquisam a presença de anticorpos contra o vírus Epstein-Barr. "O médico deve ser consultado após a persistência dos sintomas por mais de duas semanas", diz Ullyanov Toscano.
A doença do beijo não tem cura. Também não há medicamentos específicos contra a mononucleose. "O tratamento recomendado consiste em combater os sintomas com antitérmicos, analgésicos, anti-inflamatórios, hidratação e bastante repouso", diz o médico.
Ullyanov Toscano explica que também é preciso ficar atento a sinais como febre, dor de garganta, fadiga, ínguas, bolhas, feridas, verrugas, perda de apetite, dor retro ocular. "Geralmente, as Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST) se manifestam desta forma".
O HPV é um dos que podem ser transmitidos pela saliva. Provoca a formação de verrugas na pele, nos lábios, boca, cordas vocais, além das regiões anal, genital e da uretra. “Não existe beijo 100% seguro e a única forma de prevenção é evitar o contato íntimo”, sinaliza o médico ao revelar que alguns cuidados também podem ser tomados, como evitar beijar quem tem feridas na região, além de não levar às mãos a boca.
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