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Valorização em alta

Preço dos imóveis residenciais sobe 0,93% em fevereiro e acumula alta de 19,7% em 12 meses

Pesquisa feita em dez capitais brasileiras apontou que valorização segue disseminada no país, apesar de desaceleração no ritmo mensal
Yasmin Spiegel

Publicado em 

02 abr 2026 às 10:55

Publicado em 02 de Abril de 2026 às 10:55

Crédito imobiliário, imposto, imóveis
Sete de dez capitais brasileiras apresentaram números de valorização de imóveis residenciais positivos Crédito: Shutterstock
O Índice Geral do Mercado Imobiliário Residencial (IGMI-R), desenvolvido pela Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip) em parceria com o Instituto Brasileiro de Economia (FGV IBRE), registrou alta de 0,93% no preço dos imóveis residenciais em fevereiro de 2026, desacelerando em relação ao avanço de 1,27% observado em janeiro. Apesar da perda de fôlego no mês, o indicador mantém a trajetória de valorização da tipologia no país.
Vale destacar que o indicador mede a variação dos preços de imóveis residenciais financiados com recursos do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), com base em dados efetivos de financiamentos concedidos pelas instituições financeiras.
Além disso, o índice acompanha mensalmente o comportamento dos preços em dez capitais brasileiras: São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Recife, Fortaleza, Salvador, Curitiba, Porto Alegre, Goiânia e Brasília.
No acumulado de 12 meses, o índice também cresceu e passou de 19,67% para 19,7%. Entretanto, ao se analisar o mês de fevereiro, a leitura regional dos dados indica que a desaceleração observada em fevereiro ainda é restrita, já que apenas quatro das dez capitais monitoradas apresentaram variações menores do que em janeiro, o que sugere uma perda de ritmo ainda moderada na valorização mensal.
A maior parte das capitais registrou aceleração nos preços, com destaque para:
  • Goiânia, com alta de 2,54%, após 0,84% em janeiro;
  • Salvador, que avançou de 0,90% para 1,65%;
  • Fortaleza, que passou de queda de -0,17% para alta de 0,67%;
  • Rio de Janeiro, com avanço de 0,02% para 0,69%;
  • Belo Horizonte, de 0,33% para 0,62%;
  • Curitiba registrou leve aceleração, de 1,03% para 1,07%.
Por outro lado, a desaceleração do índice nacional foi puxada por quatro capitais, distribuídas em diferentes regiões do país:
  • São Paulo (1,99% para 0,60%);
  • Recife (3,84% para 1,00%);
  • Porto Alegre (1,90% para 1,18%);
  • Brasília (1,68% para 1,11%).

Valorização se mantém disseminada e consistente

O desempenho do IGMI-R em fevereiro indica avanço consistente dos preços residenciais. Em sete das dez capitais analisadas as variações superaram aquelas registradas no mesmo período de 2025, apontando para uma valorização mais disseminada e persistente no mercado imobiliário urbano.
E a comparação com outros indicadores reforça a dinâmica própria dos preços imobiliários no país. Em 12 meses, o IGMI-R registra alta de 19,70%, enquanto o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) avançou 6,10% no mesmo período.
O descolamento indica que a valorização dos imóveis não está diretamente associada aos custos de construção, mas sim a fatores estruturais, como oferta limitada, demanda consistente e recomposição da renda das famílias.
Em relação à inflação ao consumidor, a diferença também é significativa. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumulou 3,81% em 12 meses, reforçando que os preços dos imóveis seguem uma dinâmica própria no mercado brasileiro.

Mercado de locação apresenta comportamento distinto

Enquanto os preços de compra e venda mantêm uma trajetória de valorização, o mercado de locação apresenta evolução mais moderada. O Índice de Variação de Aluguéis Residenciais (IVAR) registrou alta de 4,05% em 12 meses, indicando reajustes mais alinhados à renda das famílias e às condições do mercado de trabalho.
Esse comportamento sugere uma dinâmica distinta entre os segmentos do mercado imobiliário, com os preços dos ativos sendo mais influenciados por fatores estruturais, enquanto os aluguéis permanecem condicionados à capacidade de pagamento dos locatários.

Perspectivas indicam continuidade do ciclo de valorização

As projeções da Abecip indicam que o crédito imobiliário deve crescer cerca de 16% em 2026, refletindo um ambiente ainda favorável para o setor.
Para a entidade, o conjunto dos indicadores aponta para um mercado imobiliário em fase de maior maturidade, no qual a valorização dos imóveis se mantém sustentada por fundamentos de oferta e demanda, com menor sensibilidade às pressões de custo.

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