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Se cuida

6 fatores que podem aumentar o risco de cáries na Páscoa 

Além do consumo de açúcar, outros hábitos podem contribuir para a ação das bactérias na boca
Portal Edicase

Publicado em 

02 abr 2026 às 16:13

Publicado em 02 de Abril de 2026 às 16:13

A cárie dentária atinge cerca de 88% da população brasileira ao longo da vida e nem sempre o açúcar é o principal responsável (Imagem: insta_photos | Shutterstock)
A cárie dentária atinge cerca de 88% da população brasileira ao longo da vida e nem sempre o açúcar é o principal responsável Crédito: Imagem: insta_photos | Shutterstock
Na Páscoa, entre ovos de chocolate e sobremesas caprichadas, o consumo de doces tende a ganhar ainda mais espaço na rotina alimentar da população brasileira. Mas, em meio às tentações típicas do período, um velho alerta volta a aparecer: o risco de cáries nos dentes.
Dados do Ministério da Saúde indicam que a cárie dentária atinge cerca de 88% da população brasileira ao longo da vida. A doença é resultado da ação de bactérias que metabolizam restos de alimentos e liberam ácidos capazes de desmineralizar o esmalte dos dentes. 
De acordo com o dentista e CEO da OdontoTop, Cristiano Demartini, olhar apenas para o açúcar como o responsável pela cárie é uma simplificação que pode atrapalhar o cuidado com os dentes a longo prazo. “Mais do que cortar o chocolate na Páscoa, é preciso entender o comportamento alimentar e a rotina de higiene. São esses os fatores que, na prática, determinam o risco”, afirma. 
Abaixo, o dentista lista fatores que podem aumentar o risco de cáries. Confira!

1. Intervalo entre as refeições

O problema não é só o doce, mas o hábito de consumir pequenas porções várias vezes ao dia. CristianoDemartini aponta que cada ingestão de açúcar reduz o pH da boca, criando um ambiente ácido que pode levar até 30 minutos para se normalizar. Quanto mais frequente o consumo, menor o tempo de recuperação do esmalte.

2. Qualidade da escovação (não só a frequência)

Escovar os dentes rapidamente ou sem técnica adequada não remove completamente a placa bacteriana. Regiões como a linha da gengiva e entre os dentes continuam acumulando resíduos, favorecendo a ação das bactérias mesmo em quem escova os dentes diariamente.
“A força na escovação também é um erro comum. Escovar com muita pressão pode desgastar o esmalte e irritar a gengiva, sem necessariamente melhorar a limpeza. O mais importante é a técnica, com movimentos suaves e atenção ao tempo, escovar sem pressa com atenção à higienização total”, conta Cristiano Demartini.

3. Textura dos alimentos consumidos

Alimentos pegajosos como caramelos, chocolates mais cremosos e biscoitos recheados tendem a aderir aos dentes por mais tempo, prolongando a exposição ao ácido. Isso aumenta o risco em comparação com alimentos que são eliminados mais rapidamente pela saliva.
Alguns chocolates com recheios cítricos potencializam o desgaste do esmalte dental (Imagem: rocharibeiro | Shutterstock)
Alguns chocolates com recheios cítricos potencializam o desgaste do esmalte dental Crédito: Imagem: rocharibeiro | Shutterstock

4. Consumo combinado de açúcar e acidez

O dentista também aponta que refrigerantes, sucos industrializados e até alguns chocolates com recheios cítricos combinam açúcar e acidez, potencializando o desgaste do esmalte. Esse efeito duplo acelera o processo de desmineralização dentária. 

5. Carboidratos fermentáveis também alimentam as bactérias

Nem só de açúcar vivem as cáries. Alimentos ricos em carboidratos fermentáveis, como pães, massas, bolos e biscoitos, também são facilmente metabolizados pelas bactérias presentes na boca, gerando ácidos que atacam o esmalte dentário. O especialista aponta que, em muitos casos, esses alimentos passam despercebidos por não terem sabor doce intenso, mas podem ser igualmente prejudiciais.

6. Saliva e hidratação

A saliva atua como uma proteção natural, ajudando a neutralizar ácidos e a limpar a superfície dos dentes. Baixa ingestão de água, estresse e uso de certos medicamentos podem reduzir essa produção, aumentando significativamente o risco de cáries.
Segundo Cristiano Demartini, a estratégia mais eficaz é organizar melhor a rotina para reduzir danos. “O ideal é consumir o chocolate após as refeições principais, quando há maior produção de saliva , e evitar beliscar ao longo do dia. E sempre se atentar para a higiene bucal rigorosa após as refeições, com fio dental e atenção às extremidades da boca”, conclui o CEO da OdontoTop. 
Por Davi Goulart

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