O principal suspeito de assassinar a estudante de Direito Thaís Ellen Barbosa de Oliveira, de 23 anos, fez uma videochamada e enviou mensagens para a família da vítima durante o velório da universitária, realizado na noite dessa terça-feira (31).
Tiago Machado Paixão, ex-companheiro da vítima, entrou em contato com uma amiga de Thaís, considerada irmã de consideração, e também enviou mensagens para o irmão da estudante, conforme relatou o primo dela, em entrevista à reportagem de A Gazeta.
“O conteúdo era bem confuso. Em algumas conversas, ameaçava, dizia que ia matar todo mundo. Em outros momentos, dizia que não queria fazer aquilo, perguntava pelo filho…", contou o familiar.
Thaís Ellen foi morta a facadas na tarde de segunda-feira (30), no bairro Itaquari, em Cariacica, poucas horas após comunicar ao marido a decisão de encerrar o relacionamento de quatro anos. Familiares relataram à reportagem da TV Gazeta que ela enviou mensagens a Tiago na manhã de segunda-feira (30), informando a decisão de terminar a relação de forma definitiva. Segundo eles, essa pode ter sido a motivação do assassinato.
Ao ser questionado, durante a chamada de vídeo, sobre o que seria do filho, de apenas 3 anos, que ficou sem a mãe, o suspeito disse que tentaria ajudar o menino como pudesse. Na mesma ligação, ele exibe um fuzil em certo ponto da videochamada.
“Em alguns momentos, ele falava que estava no Rio de Janeiro. Mas acreditamos que ele ainda está no Espírito Santo”, finalizou o primo de Thaís.
Histórico criminal: suspeito foi preso após apreensão de fuzis
Tiago Machado Paixão foi preso em 2019, no bairro Itaquari, após a apreensão de três fuzis AK-47 de fabricação russa na região, conforme reportagem divulgada pelo g1ES. À época, o delegado Christian Waichert, titular da Delegacia Especializada em Armas, Munições e Explosivos (Desarme), informou que as armas estavam sob responsabilidade do suspeito, apontado como traficante ligado a uma organização criminosa que atua em Cariacica.
Ele foi autuado em flagrante pelos crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico e posse ilegal de arma de fogo de uso restrito. Atualmente, o suspeito cumpria pena em regime semiaberto, trabalhava em uma empresa de artefatos de concreto, na Serra, e retornava ao presídio após o expediente.