Apesar de pequeno em extensão territorial, o Espírito Santo tem se mostrado gigante quando o assunto é cooperativismo. Esse modelo societário, que se traduz em negócios baseados na cooperação entre pessoas, vem apresentando aumento nos seus principais indicadores. Nos últimos anos, o crescimento chegou a superar os resultados projetados, mostrando a sua força e potência para contribuir com o desenvolvimento do Estado.
As projeções foram elaboradas pelo Sistema OCB, organização que representa o cooperativismo nacionalmente, como parte do objetivo de fazer com que as cooperativas brasileiras, juntas, fechem 2027 com a marca de R$ 1 trilhão em prosperidade (ingressos/faturamento) e 30 milhões de cooperados. A meta levou em consideração o número de cooperativas em cada estado e a evolução dos indicadores nos últimos anos.
Em 2022, primeiro ano da projeção, a expectativa para o Espírito Santo era alcançar R$ 8,1 bilhões em faturamento, chegar a 604,6 mil cooperados e ter 9,4 mil empregados. Todas as metas foram superadas, com R$ 11,5 bilhões em faturamento, 747 mil cooperados e 10,9 mil empregados celetistas diretos e formais.
Já em 2023, houve nova superação: o faturamento, cuja meta previa R$ 10,7 bilhões, chegou a R$ 14,8 bilhões; o número de cooperados, com projeção de 644 mil, foi de 832 mil; e o número de empregos gerados, com expectativa de 9,6 mil para o ano, foi de 11,8 mil empregos diretos e formais.
Os levantamentos parciais realizados agora, em 2025, apontam que esse crescimento seguirá. Os dados referentes ao ano de 2024 ainda estão sendo coletados e dependem da realização das assembleias gerais para serem fechados, mas as prévias já apontam que o número de cooperados no Espírito Santo deve ficar próximo a 1 milhão, indicador muito superior aos 708,4 mil projetados para o último ano.
Visto que o faturamento previsto para 2025 é de R$ 14,2 bilhões, marca que já foi superada em 2023, a tendência é que o cooperativismo capixaba tenha uma contribuição muito maior para o objetivo nacional de R$ 1 trilhão em faturamento até dezembro de 2027.
Mas esses bons resultados vão muito além dos números. O cooperativismo tem se mostrado, ao lado de setores como a indústria e o comércio, como um dos grandes indutores do desenvolvimento capixaba. Atualmente, a sua movimentação já equivale a 6,4% do Produto Interno Bruto (PIB) nominal do Espírito Santo, gerando um impacto de 10,9% no PIB capixaba (somando o seu desempenho e o impacto no PIB de outros setores).
Com uma presença nos mais diferentes segmentos, com destaque para as áreas do agro, saúde, transporte e serviços financeiros, as cooperativas também assumem um papel importante no desenvolvimento sustentável local.

Um estudo feito pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), em parceria com o Sistema OCB, mostra que, em localidades que têm cooperativas, para cada R$ 1 gasto há o incremento de R$ 1,65 no valor da produção, 0,06 na arrecadação de impostos e 0,33 nos salários. Os dados apontam, também, que a presença do cooperativismo melhora o Índice do Desenvolvimento Humano (IDH).
Além disso, as cooperativas dão uma forte contribuição para o bem-estar social. Além da geração de trabalho e renda, oportunidades e cidadania para os cooperados e empregados, as cooperativas também possuem e apoiam projetos e outras iniciativas socioambientais, uma vez que entendem a importância de aliar o desenvolvimento econômico e o social.
Ao conquistar números expressivos, o cooperativismo capixaba mostra o seu potencial para todo o Brasil e, principalmente, para dentro de casa. Um trabalho que, mais do que grandes indicadores, se preocupa, de verdade, em tornar mais prósperos todos aqueles que se conectam a ele.
Este texto não traduz, necessariamente, a opinião de A Gazeta.
Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rápido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem.
Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta.