
A Vale entregou ao Iema (Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos), nesta segunda-feira (31), os estudos de impacto ambiental do Ramal Sul da Ferrovia Vitória-Minas, trecho de pouco mais de 80 quilômetros que irá de Santa Leopoldina ao Porto de Ubu, em Anchieta. A entrega da documentação, que é uma prévia do licenciamento ambiental, se dá com um atraso de mais de um ano. De acordo com o cronograma apresentado pela própria mineradora ao governador do Espírito Santo, Renato Casagrande, o EIA/Rima (Estudo de Impacto Ambiental e Relatório de Impacto Ambiental) deveria estar pronto em janeiro de 2024.
"O compromisso feito pela Vale com a sociedade capixaba era para que essa documentação, base para o licenciamento, estivesse pronta em janeiro do ano passado. Estamos falando de um atraso de mais de um ano, mas já é um passo. Vamos seguir cobrando os prazos. Temos uma agenda com o presidente da Vale (Gustavo Pimenta), aqui no Palácio Anchieta, para 16 de abril, o andamento do projeto da ferrovia será cobrado", disse o governador Renato Casagrande.
Em julho de 2023, parte da diretoria da Vale esteve na sede do governo capixaba e apresentou um cronograma com o andamento do projeto da ferrovia. Na oportunidade, prometeram que as licenças ambientais e as desapropriações (são mais de 700) estariam entregues em julho de 2025 e que a obra estaria pronta em julho de 2030. Diante de um licenciamento e de um processo de desapropriações que não andava, o governo estadual subiu o tom das cobranças na última semana. O vice-governador, Ricardo Ferraço, chegou a afirmar que a mineradora precisava ser enquadrada pelo governo federal, que é o dono da Vitória-Minas (a estrutura está concedida à Vale).
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