Apesar de saber dos benefícios da atividade física na saúde, a maioria das pessoas não consegue incorporar na sua rotina de vida a prática de exercícios. O sedentarismo, aliado a uma alimentação plena de ultraprocessados, tem resultado em uma epidemia de obesidade que só tem aumentado, com todos os riscos de doenças cardíacas, diabetes, entre outros males.
Desde o ano passado, um grande contingente de pessoas aderiu às “canetas mágicas” de Ozempic. O semaglutide, fabricado pela Novo Nordisk, assim como o Mounjaro (Tirzepatide), fabricado pela Lilly, viraram objeto de desejo, mesmo com custos elevados. Essas medicações têm sido usadas em larga escala, com benefícios que vão além do controle de peso, por exemplo com impacto positivo no risco cardiovascular.
O preço dificulta o acesso a importantes parcelas da população, mesmo alguns muito obesos, sem recursos para bancar o custo alto dessas novas medicações. Como esse mercado parece infinito, várias pesquisas em andamento agora e em 2026 prometem trazer novidades e mais alternativas para as pessoas em contínua guerra com a balança.
A Lilly está testando outro ativador de receptores de GLP-1, o Retatrutide, que mostrou em um ensaio clinico perda média de ¼ do peso em 11 meses. Os testes de fase 3 devem ser concluídos em 2026. Já a principal concorrente, a Novo Nordisk, empresa dinamarquesa, espera resultados de fase 2 de uma droga experimental chamada CagriSema, que é a combinação de Semaglutide (o composto do Ozempic) com uma substancia chamada cagrilintide, com resultados aparentemente superiores ao semaglutide isolado. Cagrilintide é um análogo de um hormônio chamado amylina, também envolvido com a saciedade. A expetativa dos pesquisadores é confirmar o que já foi observado em ensaios preliminares de perda de peso de 23% em 68 semanas.
A Lilly também pesquisa moléculas de uso oral, que possam propiciar os benefícios do Ozempic e do Mounjaro sem a necessidade das aplicações injetáveis. Uma molécula promissora chama-se Orforglipron, também um agonista de receptor de GLP-1. A expectativa de medicamentos em pílulas que sejam realmente equivalentes aos injetáveis é promissora.
Uma companhia norte-americana, a Amgen, da California, está investigando uma medicação chamada MariTide, que deve entrar em breve em fase três (a que estuda eficácia em larga escala). Essa medicação teria a propriedade de manter a perda de peso durante meses após a ultima dose.

As atuais drogas, hoje disponíveis, têm o desafio de o paciente precisar manter o peso após o tratamento, fechando a boca, sem o auxílio dos remédios. Além disso, a perda rápida de peso com Ozempic e Mounjaro exigem uma supervisão médica rigorosa pelo risco de perder massa magra, músculos, junto com a gordura, no emagrecimento rápido.
Uma outra empresa norte-americana, a Veru Inc., sediada em Miami, estuda uma medicação chamada de Enobosarm, que auxiliaria a preservar músculos, em especial em idosos obesos. Preservar a massa muscular tem importantes consequências na prevenção de quedas e fraturas quando a idade avançar.
Enquanto todas essas novas medicações estão em teste, cujos resultados podem ser positivos ou não, nos próximos anos, melhor evitar ultraprocessados, ter uma alimentação saudável e praticar muita atividade física.
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