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Decisão sobre candidatura de Contarato no ES é adiada

"Dia D", marcado para esta quarta-feira (15) pelas direções nacionais de PT e PSB, acabou esvaziado após as conversas sobre parcerias nos estados não avançarem

Senador Fabiano Contarato em plenária do PT realizada em Vitória
Senador Fabiano Contarato em plenária do PT realizada em Vitória. Crédito: Facebook/Fabiano Contarato

O impasse sobre a manutenção ou não da pré-candidatura do senador Fabiano Contarato (PT) ao governo do Espírito Santo não vai chegar ao fim nesta quarta-feira (15). A data era, inicialmente, o "Dia D" definido pelas direções nacionais de PT e PSB para aparar as arestas nos estados.

As conversas, no entanto, não evoluíram. Assim, segue mantido o nome do senador na corrida pelo Palácio Anchieta. E o governador Renato Casagrande (PSB) continua buscando o apoio dos petistas à reeleição, o que resultaria na retirada de Contarato do páreo.

Para pavimentar o terreno, o socialista declarou, nesta segunda-feira (13), que vai votar em Lula. Mas não quer "forçar a barra" e aguarda a movimentação do PT.

"Com a Covid-19 e as viagens, o ex-presidente Lula não poderia participar da reunião (nesta quarta). E, obviamente, ele tem um papel importante nas articulações", disse a presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, ao jornal "Folha de S. Paulo", justificando o adiamento da decisão.

A presidente estadual do PT, Jackeline Rocha, não deu retorno à coluna nesta terça-feira (14), mas já havia dito, no sábado (11), que o partido, no estado, esperava mais de Casagrande do que apenas a declaração de voto em Lula. A sigla quer um palanque para fazer campanha para o ex-presidente.

"Faria diferença se ele falasse que vai fazer campanha e não apenas votar no Lula. Para a militância do PT isso não altera nada. Se ele dissesse que vai fazer campanha para o Lula a militância poderia pensar em apoiá-lo", avaliou a pré-candidata do PT ao Senado Célia Tavares.

Mas não é a militância e tampouco a direção estadual do partido que vão definir se Contarato continua ou não na jogada. Tudo depende das tratativas realizadas entre as direções nacionais de PT e PSB, que têm questões a resolver em outros estados.

Contarato poderia ser usado como moeda de troca para que os petistas obtivessem o apoio dos socialistas em outra unidade da federação, por exemplo.

Presidente estadual do PSB, Alberto Gavini avaliou que "o governador já fez o que tinha que fazer" e, agora, é esperar a decisão do PT.

Ao declarar voto em Lula Casagrande reforçou que no palanque dele vai haver outros candidatos à Presidência da República, como Ciro Gomes, do PDT. Não vai ser um palanque exclusivo para Lula.

O governador tenta atrair o MDB da senadora Rose de Freitas que, ao menos por enquanto, conta com a pré-candidatura de Simone Tebet ao Palácio do Planalto. O PP. que apoia o presidente Jair Bolsonaro (PL), também está com Casagrande.

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