O medo de errar impede a realização de muitos sonhos na vida e, talvez, seja o maior motivo que impede o ser humano de começar a investir.
Entre os vários cenários de autossabotagem, vale destacar a mentalização de piores cenários. O cérebro humano é subutilizado. Seu máximo potencial é um mistério. De toda a sua extensão de criatividade, pouco é usado para cenários positivos. A maior parte é direcionada para a mentalização de piores cenários.
- E se eu precisar do dinheiro?
- Nem vou começar a investir, depois eu saco tudo!
- Pobre só tem dívida!
- É só começar a investir que um imprevisto acontece!
- Eu prefiro gastar tudo hoje; se precisar, pego empréstimo!
- Nasci pobre, vou morrer pobre!
- Para que investir? A inflação só sobe!
- Ah, meus pais investiram, e o Collor roubou nossa poupança!
- Prefiro imóveis do que dinheiro investido, vai que o governo resolve meter a mão.
Os cenários são infinitos para os “nãos” mentais; é de doer o coração de um educador financeiro. O cérebro só conhece o "sim". Tudo o que é formulado como pergunta ou afirmação terá como resposta um sonoro “Sim!”
O educador financeiro detém a função de ensinar a melhor linguagem para que a resposta positiva seja para elaborações condizentes com sonhos e realizações e que tenham força para materializar-se.
Complexo? Não! Mais fácil do que se imagina. Basta começar a formulação do orçamento de forma afirmativa na cabeça (imagine um ponto no meio da testa). Agora, diga: “Ficou bom! Vou colocar no papel e melhorar”. Vá para a prática, aperfeiçoe, rascunhe, rasgue, jogue fora, comece de novo. Quebre a resistência! Só consegue flutuar no mar quem resiste e fura as primeiras ondas.
Ademais, o ponto de equilíbrio fica entre o medo e o desejo. Não ter medo é doença. É sinal de desequilíbrio mental e de caráter. Medo em excesso é uma prisão, onde a margem para a realização de desejos é quase nula.
Todavia, é preciso dar nome a essa síndrome para que fique claro que o medo de errar é uma doença e precisa de atenção: atelofobia. Essa síndrome é caracterizada por um medo intenso e irracional de cometer erros. As pessoas que sofrem dessa síndrome frequentemente evitam tomar iniciativas, agir ou realizar tarefas simples por medo de errar.
Portanto, o diagnóstico correto da síndrome possibilita tratar o que muitas pessoas chamam de procrastinação. Nem tudo advém da vontade ou da sua falta; o adiamento de decisões importantes, como administrar e investir seu dinheiro, podem vir de traumas profundos.
Por fim, é preciso detectar se o receio de errar na escolha dos seus investimentos está atrelado à falta de conhecimento, de educação financeira, ou à síndrome do medo de errar — atelofobia. Tanto um quanto o outro são buracos na estrada que liga sua situação atual ao seu sucesso financeiro.
Não deixe que o medo de errar seja seu maior erro de vida! Comece a investir! Apenas comece!
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