Planos para as BRs 101 e 262 precisam trafegar sem novos desvios

Não é a primeira vez que há expectativa em torno da modernização das duas rodovias, fundamentais para o Espírito Santo sob qualquer perspectiva

Publicado em 03/04/2025 às 01h00
Viaduto
Viaduto entre a BR 262 e a BR 101 foi inaugurado em 2020 em Viana . Crédito: Reprodução/ TV Gazeta

Os principais eixos rodoviários do Espírito Santo — BR 101 e BR 262 — vão passar por momentos cruciais para o seu futuro neste ano de 2025.  A BR 101 está com leilão marcado para 26 de junho, o que vai consolidar a repactuação do contrato, uma novela que se estende desde julho de 2022. Já a BR 262 se prepara para receber os aguardados investimentos que prometem alterar significativamente a paisagem sinuosa que conhecemos.

Não é a primeira vez que há expectativa em torno da modernização das duas rodovias, fundamentais para o Espírito Santo sob qualquer perspectiva. Com essas rodovias duplicadas e seguras, fica garantido o fortalecimento logístico que vai gerar riquezas para o Estado e para a população. O comércio exterior, o setor atacadista e o turismo se beneficiam. E a segurança viária traz também qualidade de vida para quem precisa se deslocar internamente.

As chances que se colocam neste momento à mesa não podem ser desperdiçadas. A BR 101, com o novo contrato, vai ter um investimento de R$ 10 bilhões em obras e ações operacionais. Vai ser uma retomada que precisa escrever uma nova história para a concessão da via, deixando sepultados no passado os atrasos que marcaram a última década.

A duplicação da BR 101 — cerca de 150 quilômetros ficarão de fora por entraves ambientais, mas alguns trechos vão ganhar terceiras faixas — é um filme que foi interrompido no meio, mas que está para recomeçar. As penalidades mais rigorosas para o não cumprimento dos cronogramas devem impedir os atrasos. A sociedade seguirá atenta.

Já a BR 262, cuja concessão privada nunca se concretizou, apesar das repetidas tentativas, aguarda as movimentações do governo federal para dar início à aguardada duplicação. Os investimentos previstos são de R$ 8 bilhões, sendo que parte da obra será paga com os R$ 2,3 bilhões destinados ao governo estadual no acordo de Mariana. Os projetos de engenharia preveem soluções grandiosas, com a construção de viadutos e túneis nos 180 quilômetros de extensão. Também não é a primeira vez que há muita expectativa em torno da modernização da rodovia.

Cada uma das rodovias está em um estágio diferente, mas em comum elas carregam as expectativas de um estado que avançou tanto nas últimas décadas, mas não testemunhou essa evolução condizente nas suas principais vias federais. No caso da BR 101, o cumprimento do novo contrato será fundamental para o êxito da concessão. A fiscalização não pode fazer vista grossa. E a BR 262 precisa dar início à própria jornada, sob a batuta do governo federal. As oportunidades não podem continuar a ser desperdiçadas.

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