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Debate em Vitória

ES tem taxa de sindicalização acima da média nacional, aponta estudo

Trabalhadores, empregadores e representantes do governo discutem avanços e desafios durante a etapa estadual da 2ª Conferência Nacional do Trabalho, nesta terça-feira (4)
Gustavo Domingos

Publicado em 

03 nov 2025 às 19:43

Publicado em 03 de Novembro de 2025 às 19:43

A taxa de sindicalização no Espírito Santo alcança 8,9% dos trabalhadores e está acima da média nacional. Esse é um dos índices do diagnóstico do trabalho decente que será analisado durante a etapa estadual da 2ª Conferência Nacional do Trabalho (CNT). O evento acontece em Vitória, nesta terça-feira (4), das 9h às 18h, no auditório do Tribunal Regional do Trabalho da 17ª Região.
Para o superintendente regional do Trabalho no Espírito Santo, Alcimar Candeias, a taxa de sindicalização registrada no Estado representa um avanço da conscientização dos trabalhadores sobre o papel das representações coletivas. 
“Temos sindicatos fortes e reconhecidos, como o dos ferroviários e o da Vale. O tamanho reduzido do Estado e o diálogo constante entre empregadores e trabalhadores também favorecem essa proximidade”, explica.
Celular com Carteira de Trabalho Digital.
Espírito Santo apresentou crescimento do número de trabalhadores com carteira assinada Crédito: Bruno Peres/Agência Brasil
Alcimar ainda diz que, quando o trabalhador reconhece os ganhos conquistados por meio das negociações coletivas, tende a valorizar mais os sindicatos. “A legislação define direitos mínimos, mas as negociações conseguem garantir condições muito superiores, como vale-alimentação, plano de saúde e adicionais salariais”, afirma.
Com representantes dos trabalhadores, dos empregadores e do governo, a etapa estadual da CNT também vai discutir outros pontos do mercado profissional, tendo como base o diagnóstico do trabalho decente no Espírito Santo. Entre os avanços alcançados no Estado que serão debatidos no evento estão:
  • Queda da taxa de desocupação, que passou de 9,5% em 2019 para 5,2% em 2025;
  • Crescimento do número de trabalhadores com carteira assinada, representando 61,4% dos ocupados;
  • Aumento real dos rendimentos no Estado, com média de R$ 3.249 (2,1 salários-mínimos);
  • Redução da informalidade, atualmente uma das mais baixas da região Sudeste.
Outros temas em discussão serão os casos de trabalho análogo à escravidão, ainda registrados no Estado, além de trabalho infantil e uberização como formas de precarização.
O objetivo dos debates é de construir coletivamente diretrizes para o fortalecimento do trabalho decente e do diálogo social no país. A etapa nacional da CNT está prevista para acontecer em março de 2026, em São Paulo.
“O Espírito Santo tem mostrado importantes resultados na geração de empregos e na valorização do trabalho formal. A Conferência é um espaço fundamental para transformar essas experiências em propostas que contribuam com o desenvolvimento social e econômico do país, com justiça e inclusão”, destaca Alcimar Candeias.
Este texto foi escrito por Gustavo Domingos, aluno do 28º Curso de Residência em Jornalismo da Rede Gazeta. O conteúdo foi editado por Weber Caldas.

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