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Indicativo nacional

Entregas de imóveis crescem 13,7% mesmo em cenário de juros elevados

Com o crescimento de entregas e aprovação de limite e teto de renda maiores do Minha Casa, Minha Vida, perspectiva positiva cresce no mercado
Yasmin Spiegel

Publicado em 

01 abr 2026 às 14:43

Publicado em 01 de Abril de 2026 às 14:43

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Cenário demonstra resiliência mesmo em meio a taxas de juros elevadas Crédito: Shutterstock
O mercado imobiliário brasileiro demonstrou resiliência em 2025, mantendo o ritmo de execução de obras e ampliando a entrega de novos empreendimentos no país. Quem afirma isso é a Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc), que, em indicadores recentes, trouxe o dado de que o número de imóveis entregues cresceu 13,7% em relação a 2024.
O desempenho, registrado na pesquisa Abrainc/Fipe em um ambiente de juros elevados ao longo do período, como a alta da Taxa Selic, refletiu a maturação de processos iniciados em ciclos anteriores, assim como a manutenção do nível de produção e adaptação do setor às condições de crédito.
A dinâmica do mercado ao longo do ano contou com a contribuição de diferentes segmentos, com destaque para o papel da habitação popular na sustentação do volume de entregas e na ampliação do acesso à moradia. Para o presidente da Abrainc, Luiz França, os dados reforçam a capacidade do setor de manter sua atividade mesmo em cenários macroeconômicos desafiadores.
“Mesmo com juros elevados ao longo de 2025, o setor conseguiu preservar o ritmo de conclusão de obras e ampliar a entrega de imóveis à população. Isso demonstra a capacidade de execução das empresas e a importância da construção civil para a geração de empregos e para o desenvolvimento econômico do país”, afirma.
Segundo o executivo, o desempenho também evidencia a importância de políticas públicas voltadas à habitação. “Programas como o Minha Casa, Minha Vida (MCMV) têm papel fundamental ao ampliar o acesso à moradia e contribuir para a previsibilidade do mercado, criando condições para a continuidade dos investimentos e da geração de empregos”, completa França.

Novos tetos do MCMV impulsionam setor

Com a aprovação, o limite de renda familiar mensal da Faixa 1 do programa passou de R$ 2.850 para R$ 3.200; na Faixa 2, o teto da renda passou de R$ 4.700 para R$ 5.000; na Faixa 3 os valores passaram de R$ 8.600 para R$ 9.600 e na Faixa 4, criada no ano passado, houve aumento de R$ 12.000 para R$ 13.000.
Vale destacar ainda que, enquanto na Faixa 1 e Faixa dois o teto do imóvel foi mantido, na Faixa 3 o novo teto do imóvel subiu de R$ 350 mil para R$ 400 mil, enquanto na Faixa 4 o aumento foi de R$ 500 mil para R$ 600 mil.
Segundo avaliação da Abrainc, a medida deve beneficiar cerca de 6,4 milhões de famílias, permitindo que um público maior tenha acesso ao financiamento imobiliário em condições mais adequadas. Inclusive, do volume total de novos beneficiados, 81% terão acesso ao Minha Casa, Minha Vida a partir de sua inclusão na Faixa 1.
Segundo Luiz França, “as novas mudanças no programa ajudam a destravar a demanda por imóveis em um momento de crédito mais restrito, trazendo mais previsibilidade para o setor e incentivando novos investimentos”.
A ampliação também deve ter impacto positivo na atividade econômica, ao estimular novos lançamentos imobiliários, gerar empregos e movimentar a cadeia produtiva da construção civil. Apenas em 2026, a estimativa é a geração de 123 mil empregos, com base no aumento de recursos e vendas que essa medida pode gerar.
“Em 2025 registramos um forte crescimento no setor com alta de 34,6% nos lançamentos, sendo que só o programa Minha Casa Minha Vida teve crescimento de 38,6%. Com a ampliação dos limites de renda e dos tetos de imóveis esse protagonismo deve se acentuar nos próximos anos”, finaliza França.

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