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Em 2025

Taxa de condomínio no ES registra alta de 81,9% acima da inflação em um ano

Levantamento do Índice Superlógica mostra valor médio de R$ 725 na taxa condominial e inadimplência de 3,69% no Espírito Santo
Yasmin Spiegel

Publicado em 

17 mar 2026 às 18:20

Publicado em 17 de Março de 2026 às 18:20

Segundo o índice FipeZAP, o valor do aluguel aumentou 0,24% em Vitória no mês de julho
Segundo o Índice Superlógica, a taxa condominial no Estado subiu 7,75%  Crédito: Freepik
O custo do morar segue pressionando o orçamento das famílias capixabas. De acordo com o Índice Superlógica, que reúne dados de condomínios de todo o país, a taxa de condomínio no Espírito Santo encerrou 2025 com alta bem superior à inflação do período.
Enquanto o IPCA fechou o ano em 4,26%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa condominial no Estado subiu 7,75%, um avanço de 81,9% acima da inflação e superior à média nacional: no Brasil, a taxa condominial subiu 6,8%, o que representa um avanço de 59,6% acima da inflação.
No período analisado, que contempla todo o ano de 2025, o valor médio do condomínio no Estado ficou em R$ 725, o que equivale a 47,7% do salário mínimo vigente no ano (R$ 1.518). Na comparação com o mínimo atual (R$ 1.621), esse valor corresponde a 44,7%.
Entretanto, mesmo com a alta na taxa condominial, os capixabas encerraram o ano com uma inadimplência de 3,69%, bem abaixo da média brasileira, que foi de 6,28% e com queda de 0,70 pontos percentuais frente a 2024. Em 2025, o maior nível no Estado foi registrado em setembro (5,78%), e o menor, em dezembro (3,31%).
Para João Baroni, diretor de Crédito do Grupo Superlógica, a alta da taxa de condomínio acima da inflação reflete uma combinação de fatores, como juros elevados, que encarecem contratos e serviços, inflação pressionando itens do dia a dia e custos operacionais que pesam no orçamento, especialmente folha de pagamento e investimento em tecnologia e segurança.
“Esse conjunto empurra o valor da taxa para cima. Além disso, vale destacar que, apesar da pequena queda na inadimplência condominial, os valores das taxas de condomínio trazem preocupação, já que comprometem a renda e o poder de compra dos brasileiros”, afirma.
Ao analisar as regiões do Brasil em 2025, o Norte aparece como a de maior inadimplência condominial no país, com 7,86%, seguida pelo Nordeste (6,09%) e Sudeste (5,93%). Já as taxas de condomínio mais altas foram registradas no Nordeste (R$ 885,08), Norte (R$ 868,79) e Sudeste (R$ 848,47), todas acima da média nacional.
Na comparação com o salário mínimo atual (R$ 1.621), a taxa média de condomínio, em valores nominais, equivale a 54% no Nordeste e no Norte, 52% no Sudeste, 45% no Centro-Oeste e 41% no Sul.
A base de dados que embasa o índice é a maior do gênero no país e é composta por aproximadamente 130 mil condomínios de todas as regiões do Brasil, somando mais de 6,3 milhões de unidades entre casas e apartamentos. O levantamento considera o valor da taxa de condomínio e, para o cálculo da inadimplência, contabiliza boletos em atraso há mais de 90 dias.

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