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Influenciador que morreu após anestesia para tatuar tinha hipertrofia no coração

Influenciador que morreu após anestesia para tatuar tinha hipertrofia no coração

A primeira certidão de óbito de Ricardo Godoi, 46, afirmava que ele teve uma parada cardiorrespiratória; após o homem ser enterrado, a Polícia Civil pediu a exumação do corpo dele

Publicado em 27 de março de 2025 às 15:51

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Empresário e influenciador Ricardo Godoi morreu após receber anestesia geral
Empresário e influenciador Ricardo Godoi morreu após receber anestesia geral. (Reprodução | Redes sociais)

O influenciador que morreu em um hospital de Santa Catarina após tomar anestesia geral para ser tatuado tinha hipertrofia no coração, informou laudo feito pela perícia após a morte dele. Condição de Ricardo Godoi, 46, acontece quando músculo do coração se desenvolve de maneira excessiva. A informação sobre o laudo foi confirmada pelo delegado responsável pelo caso, Aden Claus, ao UOL.

A primeira certidão de óbito do influenciador afirmava que ele teve uma parada cardiorrespiratória em decorrência do uso de anabolizantes. Após o homem ser enterrado, a Polícia Civil pediu a exumação do corpo dele.

Segundo o delegado Aden Claus, os próprios familiares do influenciador afirmaram que ele já tinha usado anabolizantes, mas que tinha parado há pelo menos cinco meses. A polícia ainda não explicou se a hipertrofia do coração tem relação com o uso de anabolizantes, mesmo que no passado. A previsão é de que o inquérito do caso seja concluído nos próximos dias.

Ricardo, de 46 anos, iria fazer uma tatuagem nas costas em Itapema (SC). Na manhã de 20 de janeiro, o empresário publicou nas redes sociais que passaria por um procedimento cirúrgico que terminaria às 16h, mas morreu por volta das 12h. A anestesia geral ocorreu no Hospital Dia Revitalite. Na sequência, a tatuagem começaria a ser feita na mesma clínica por uma equipe de três tatuadores.

Ricardo, no entanto, teve um problema cardiorrespiratório logo após a sedação, segundo relatório hospitalar. Ao UOL, um dos tatuadores, que preferiu não ser identificado, explicou que um cardiologista foi chamado durante as complicações e tentou reanimar o paciente, mas ele não sobreviveu.

O corpo do homem foi exumado após ser enterrado sem passar por exame cadavérico. O pedido para exumação foi feito pela polícia e aceito pela Justiça, que entendeu que os exames tinham "o própósito de esclarecer as circunstâncias da morte de Ricardo e apurar eventual prática criminosa".

O que diz a defesa do tatuador

Ao UOL, defesa do tatuador afirmou que exames de sangue foram feitos e aprovados previamente. ''Contratamos um hospital particular com toda equipe, equipamentos e drogas anestésicas necessárias para a segurança do procedimento. Contratamos também um médico com especialização em anestesiologia e experiência em intubação, que teve sua documentação aprovada pelo hospital'', afirmou.

Segundo ele, Ricardo assinou o termo de consentimento de risco. Ele ainda explicou que o procedimento, que é regulamentado pelo CRM (Conselho Regional de Medicina), é feito quando o cliente prefere não sentir dor e quer fazer a tatuagem em uma única sessão. "O studio de tatuagem lamenta profundamente o falecimento do Ricardo, que além de cliente era um grande amigo do proprietário do Studio", disse a defesa em nota.

Quem era o empresário?

Ricardo era vendedor e comprador de veículos de luxo. Além disso, ele era casado e deixa quatro filhos. Nas redes sociais, a vítima tinha mais de 200 mil seguidores. Ele costumava publicar fotos de carros exóticos que importava para o Brasil para vender. ''Meu objetivo é trazer os carros mais exclusivos do mundo inteiro. Quero emocionar os apaixonados por automóveis, apresentar modelos que nunca foram vistos em solo nacional'', dizia.

"Amava o que fazia, um exemplo de um profissional acima da média, alguém que veio de lá de baixo e alcançou um nível alto não só na vida profissional mas também como marido, pai, filho, e amigo", disse Ricardo Portes.

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