Familiares e amigos da modelo Luísa Lopes, de 24 anos, organizam um protesto na próxima terça-feira (19), às 18 horas, para pedir Justiça pela tragédia que tirou a vida de Luísa. A jovem morreu na noite da última sexta-feira (15), após ser atropelada na Avenida Dante Michelini, em Vitória. A manifestação será em frente ao Clube dos Oficiais.
Durante o ato, haverá batucadas, cartazes e capoeira. Além disso, os manifestantes vão instalar a bike ghost, quando a bicicleta é pendurada no local onde aconteceu acidente com algum ciclista.
A manifestação ocorrerá na mesma avenida onde ocorreu o acidente, em frente ao Clube dos Oficiais.
Na quarta-feira (20), às 17 horas, será realizado um sarau em homenagem a Luísa, no Centro Acadêmico de Oceanografia, no campus de Goiabeiras, na Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes).
O grupo conta com mais de 200 pessoas de diversos movimentos sociais, amigos de Luísa, cicloativistas e passistas. A ideia, é organizar ações até que a Justiça pela morte da modelos seja feita.
A corretora de imóveis Adriana Felisberto Pereira, de 33 anos, é suspeita de ter atropelado a modelo. Ela chegou a ser presa, mas foi solta após pagar fiança.
Um vídeo gravado logo após o acidente, mostra Adriana com a voz arrastada e embolada. Ela se negou a fazer teste de bafômetro.
O advogado dela Jamilson Monteiro explicou que na audiência de custódia não houve nenhum indício comprobatório de que Adriana fosse a causadora do atropelamento fatal da ciclista e, que por isso, o juiz de custódia concedeu a liberdade dela mediante o pagamento de fiança de R$ 3 mil. A motorista havia sido presa após o acidente.
A defesa de Adriana disse, em contato com a reportagem de A Gazeta, neste domingo (17), que vai atrás de imagens em vídeo e também depoimentos de testemunhas oculares, para comprovar que a mulher de 33 anos não foi a responsável pela morte da modelo Luísa Lopes, de 24 anos, na noite da última sexta-feira, mas que outro veículo pode ter atropelado a jovem antes.
A Gazeta solicitou acesso às imagens que mostram a dinâmica da tragédia, mas o pedido não pode ser atendido pela Prefeitura de Vitória, pois serão fruto de investigação policial. O município informou, em nota, que o videomonitoramento está cada vez mais sendo uma ferramenta de apoio, de fiscalização e de compromisso com a melhoria da segurança da Capital. De acordo com a prefeitura, as imagens já foram separadas e serão cedidas à polícia para contribuir com as investigações.
Apesar das informações recebidas por policiais militares de que um outro carro teria participado do acidente que matou Luísa Lopes, de 24 anos, o advogado da família dela diz que não há provas dessa versão. Após ler o inquérito, o advogado Marcos Vinícius Sá afirmou à reportagem de A Gazeta que essa hipótese está, por ora, descartada. Segundo ele, a família espera uma "responsabilização de forma enérgica pelo crime".
"A família de Luísa justamente espera uma investigação séria para reunir todas essas provas possíveis para que, ao final, a Adriana (motorista do carro) seja punida pelo crime. Temos imagens de Adriana gravadas no dia do crime que são estarrecedoras. A família espera uma resposta à altura, que seja dada a ela a responsabilidade pelo crime. A versão [do outro carro] chegou de uma forma que ninguém sabe. O que nos parece é que somente a irmã da motorista é que teria dado essa resposta. Não tem nenhuma prova no inquérito que comprove isso. Li o inquérito todo e não há nada. Por ora, essa hipótese é descartada A família espera uma responsabilização de forma enérgica pelo crime”, finalizou o advogado.
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