A Polícia Científica confirmou que Wenderson Rodrigues de Souza, de 30 anos, que estava preso no Centro de Detenção Provisõria de Vila Velha após matar a facadas a vendedora Carla Gobbi Fabrette, de 25 anos, dentro de uma loja no Polo Moda da Glória, em 11 de março deste ano, apresentava uma "lesão perfurocortante" no pescoço. O caso passou a ser investigado pela Polícia Civil após essa confirmação.
Inicialmente, em primeira nota enviada para A Gazeta por volta das 16h, a Polícia Científica informou que o serviço de transporte de cadáver havia sido acionado, no início da tarde, para recolher o corpo de Wenderson no Centro de Detenção Provisória de Vila Velha. A corporação disse que o corpo havia sido levado para o Instituto Médico Legal (IML), em Vitória, e afirmou que "não foram identificadas marcas de violência ao exame inicial. Apenas após os exames será possível confirmar a causa da morte".
Uma primeira nota da Polícia Civil informava que o caso foi registrado, inicialmente, como morte a esclarecer e que, se o exame cadavérico confirmasse morte violenta, o fato seria investigado. Depois, procurada novamente pela reportagem de A Gazeta, a Polícia Civil disse, em nova nota enviada às 19h46, que o caso será investigado após a Polícia Científica confirmar uma lesão perfurocortante na cervical esquerda, que levou a lesão da artéria carótida comum esquerda.
A Secretaria de Estado da Justiça (Sejus) informou que Wenderson começou a passar mal e internos que dividiam a cela com ele informaram aos policiais penais. Segundo a secretaria, ele foi levado à Unidade de Saúde do Sistema Penal (USSP), no Complexo de Viana, mas já estava sem vida quando chegou ao local. "A Sejus esclarece que todos os trâmites necessários estão em andamento na unidade, como comunicar o fato às autoridades policiais e de justiça", frisou a pasta, em nota.
Sobre o crime
No dia do assassinato, Wenderson chegou a entrar em outros comércios do entorno. Porém, por ser uma mulher e ao perceber a fragilidade de Carla por estar sozinha no estabelecimento, ele teria a escolhido para cometer o assassinato, conforme informou a Polícia Civil em coletiva de imprensa concedida 11 dias após o ocorrido.
As investigações também apontaram, conforme a Polícia Civil, que o agressor tem histórico de violência contra ex-companheiras — embora a vendedora não tivesse qualquer relação com ele, mas, por ser mulher, virou alvo do ataque, afirmou a corporação. Wenderson ainda informou que já saiu de casa “pensando em matar alguém”.
“Em interrogatório, ele disse que já saiu de casa com a faca. A gente conseguiu demonstrar que aquele autor escolheu a vítima dentro de uma aleatoriedade e observamos que já tinha um histórico de violência contra mulheres”, explicou na ocasião a delegada Raffaella Aguiar, chefe da Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Mulher.
Carla era casada e tinha uma filha de dois anos e quatro meses. Segundo Eloísa Gomes Techio, cunhada da vendedora uma das vontades da vítima era ter mais um filho e viajar de avião. “Ela ia dar outro irmãozinho ou irmãzinha para a minha sobrinha. Ele impediu ela de ver a filha crescer”, contou a cunhada.
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