Um dos setores mais impactados com a pandemia do novo coronavírus não apenas no Espírito Santo, mas em todo o país, foi o do transporte escolar. Com as aulas suspensas no Estado desde o dia 17 de março, os trabalhadores ligados ao setor estão impossibilitados de trabalhar, e consequentemente passam por dificuldades financeiras.
Para chamar a atenção às necessidades da categoria, 15 cooperativas de transporte educacional, ligadas ao Sistema OCB/ES realizam uma carreata pela Grande Vitória desde o fim da manhã, conforme informado pela assessoria.
A concentração ocorreu em um posto de combustíveis às margens da BR 101, na Serra, por volta das 10h30 da manhã, e de lá partiram em direção à Capital Capixaba. De acordo com a OCB/ES, as 15 cooperativas envolvidas atuam em 34 municípios de todas as regiões do Espírito Santo.
"Cada uma das cooperativas enviaram cooperados para reforçar essa carreata e pedir um olhar para às necessidades da categoria, que passa por um momento delicado. A intenção não é pedir o retorno das aulas, apenas que sejam vistas os anseios de trabalhadores fortemente impactados pela crise gerada pela pandemia", disse o Sistema OCB por meio da assessoria.
De Vitória, os manifestantes seguiram em direção a Vila Velha e cruzaram pela Terceira Ponte, onde ocuparam à faixa da direita. Cerca de 300 veículos entre vans, kombis, micro-ônibus, partiram do ponto inicial do ato de acordo com a OCB/ES.
Segundo a Guarda de Trânsito de Vila Velha, as vans desceram pela Terceira Ponte e percorreram a Avenida Carlos Lindenberg. Durante o trajeto, houve retenções ao longo da Lindenberg, embora tenham ocupado apenas uma faixa da via. De acordo com a guarda, na cidade, cerca de 100 veículos participaram do ato. Por volta das 15 horas, os veículos passavam pela Segunda Ponte, novamente em direção à Vitória.
No Estado, existem cerca de 1,5 mil cooperados e cerca 250 trabalhadores em regime de CLT atuando nessas 15 cooperativas vinculadas ao Sistema OCB/ES. Antes da pandemia, apenas esse grupo era responsável por transportar cerca de 77 mil alunos das redes estaduais e municipais. O Sistema OCB calcula que cerca de R$ 8 milhões de reais deixaram de ser repassados às cooperativas devido à suspensão dos contratos existentes.
Pelo menos até o próximo dia 31 de agosto estes trabalhadores seguirão sem poder exercer a própria ocupação, isso porque as aulas no Estado seguem suspensas. O Governo do Estado cogita um retorno das atividades presenciais para o mês de setembro, porém ainda não há uma definição sobre um retorno gradativo.
Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem
Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta