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Morre homem preso por matar vendedora de loja na Glória, em Vila Velha

Morre homem preso por matar vendedora de loja na Glória, em Vila Velha

Wenderson Rodrigues de Souza, de 30 anos, estava preso no Centro de Detenção Provisória de Vila Velha desde o dia 14 de março; a Polícia Civil investiga o caso após legista constatar perfuração no pescoço dele

Publicado em 30 de março de 2025 às 16:24- Atualizado há 4 dias

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Wenderson Rodrigues de Souza, de 30 anos, matou a vendedora Carla Gobbi Fabrete, de 25 anos, em uma loja na Glória.
Wenderson Rodrigues de Souza, de 30 anos, matou a vendedora Carla Gobbi Fabrete, de 25 anos, em uma loja na Glória. (Arquivo Pessoal)

Morreu o homem de 30 anos que matou a vendedora Carla Gobbi Fabrette, de 25 anos, dentro de uma loja no Polo Moda da Glória, em Vila Velha. Wenderson Rodrigues de Souza estava preso na Centro de Detenção Provisória de Vila Velha desde 14 de março. A Polícia Científica informou que foi confirmada uma "lesão perfurocortante" no pescoço dele, e a Polícia Civil investiga o caso.

A Secretaria de Estado da Justiça (Sejus) informou que Wenderson começou a passar mal e internos que dividiam a cela com ele informaram aos policiais penais. Segundo a secretaria, ele foi levado à Unidade de Saúde do Sistema Penal (USSP), no Complexo de Viana, mas já estava sem vida quando chegou ao local. "A causa da morte ainda não está definida. A Sejus esclarece que todos os trâmites necessários estão em andamento na unidade, como comunicar o fato às autoridades policiais e de justiça", frisou a pasta, em nota.

No dia do assassinato, Wenderson chegou a entrar em outros comércios do entorno. Porém, por ser uma mulher e ao perceber a fragilidade de Carla por estar sozinha no estabelecimento, ele teria a escolhido para cometer o assassinato, conforme informou a Polícia Civil em coletiva de imprensa concedida 11 dias após o ocorrido.

As investigações também apontaram, conforme a Polícia Civil, que o agressor tem histórico de violência contra ex-companheiras — embora a vendedora não tivesse qualquer relação com ele, mas, por ser mulher, virou alvo do ataque, afirmou a corporação. Wenderson ainda informou que já saiu de casa “pensando em matar alguém”.

“Em interrogatório, ele disse que já saiu de casa com a faca. A gente conseguiu demonstrar que aquele autor escolheu a vítima dentro de uma aleatoriedade e observamos que já tinha um histórico de violência contra mulheres”, explicou na ocasião a delegada Raffaella Aguiar, chefe da Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Mulher.

Carla Gobbi Fabrete, de 25 anos, morreu após ser esfaqueada dentro de loja
Carla Gobbi Fabrete, de 25 anos, morreu após ser esfaqueada dentro de loja. (Reprodução redes sociais)

Carla era casada e tinha uma filha de dois anos e quatro meses. Segundo Eloísa Gomes Techio, cunhada da vendedora uma das vontades da vítima era ter mais um filho e viajar de avião. “Ela ia dar outro irmãozinho ou irmãzinha para a minha sobrinha. Ele impediu ela de ver a filha crescer”, contou a cunhada.

Relembre o caso

A vendedora Carla Gobbi Fabrete, de 25 anos, foi esfaqueada em uma loja no Polo de Moda da Glória, em Vila Velha, na tarde de 10 de março. A vítima foi encontrada por outros lojistas coberta de sangue. Uma equipe do Samu/192 fez o resgate da jovem e a levou para um hospital, mas ela não resistiu aos ferimentos e morreu no dia seguinte ao crime. 

O suspeito de cometer o crime, identificado como Wenderson Rodrigues de Souza, de 30 anos, foi encontrado na rua de trás do crime. Segundo a Guarda, ele estava se ferindo uma faca, quando foi abordado. Ele foi levado ao Hospital Estadual Antônio Bezerra de Faria e recebeu alta três dias depois, quando foi encaminhado ao sistema prisional. O homem era conhecido na região da Glória por vender doces vestido de super-herói.

Imagens de monitoramento da região mostram que, 10 minutos antes do crime, Wenderson aparece analisando as lojas quando, de repente, visualiza a da vítima. Ele para, retorna e segue. “Depois ele volta alegando ser um cliente para analisar o local e verificou que ela era uma vítima vulnerável, mais frágil por conta do físico e que não havia mais ninguém ali. Aí a encurralou e a levou para os fundos da loja onde a executou friamente”, revelou a delegada.

A Polícia Científica informou, às 16h, que o serviço de transporte de cadáver havia sido acionado, no início da tarde, para recolher o corpo de Wenderson no Centro de Detenção Provisória de Vila Velha. O corpo foi levado para o Instituto Médico Legal (IML), em Vitória, onde será necropsiado e, posteriormente, liberado para os familiares.

"Não foram identificadas marcas de violência ao exame inicial. Apenas após os exames será possível confirmar a causa da morte. A Polícia Civil informa que o caso foi registrado, inicialmente, como morte a esclarecer e se o exame cadavérico confirmar morte violenta, o fato será investigado", explicou a corporação, inicialmente.

Depois, procurada novamente pela reportagem de A Gazeta, a Polícia Cikvil disse, em nova nota enviada às 19h46, que o caso será investigado após a Polícia Científica confirmar uma lesão perfurocortante na cervical esquerda, que levou a lesão da artéria carótida comum esquerda.

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