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Suspeitos de tentar matar dono de hotel em Vitória vão a julgamento

Suspeitos de tentar matar dono de hotel em Vitória vão a julgamento

Os réus Carlos de Matos Lopes, Davi da Purificação Neves e Gabrielly de Paula Batista (companheira de Carlos), a mando de Macário Almeida Souza da Silva, deram várias facadas contra a vítima

Publicado em 2 de abril de 2025 às 17:37

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Vitória
O dono do hotel estava no próprio quarto quando acabou a luz e ele foi esfaqueado quando se preparava para verificar o ocorrido. (Poliana Alvarenga/TV Gazeta)

Quase três anos depois, será realizado na próxima segunda-feira (7), a partir das 9h, no Fórum Criminal de Vitória, o Tribunal do Júri para o julgamento de quatro réus denunciados pela tentativa de homicídio qualificado contra Juan Aurélio Gomez Fernandez, na época com 64 anos, dono de um hotel no bairro Andorinhas, na Capital.

O Ministério Público do Estado do Espírito Santo (MPES), por meio da 14ª Promotoria de Justiça Criminal de Vitória, vai atuar pela condenação dos réus pelo crime de tentativa de homicídio qualificado: por motivo torpe, meio cruel, recurso que dificultou a defesa da vítima e contra pessoa idosa.

Caso 

O crime ocorreu no dia 31 de março de 2022, no Hotel da Ilha, de propriedade de Juan Aurélio. Na ocasião, os réus Carlos de Matos Lopes, Davi da Purificação Neves e Gabrielly de Paula Batista (companheira de Carlos), a mando de Macário Almeida Souza da Silva, deram várias facadas contra a vítima.

Conforme a denúncia do MPES, Macário possuía dívidas com Juan Aurélio referentes ao aluguel de um bar na parte térrea do hotel. O réu, insatisfeito com as cobranças, planejou o assassinato para se livrar da obrigação financeira.

No dia do crime, Macário desligou toda a iluminação do hotel, já que o disjuntor de energia se localizava no bar, para facilitar a ação dos comparsas. Carlos, Davi e Gabrielly entraram no local e foram até o quarto da vítima, que imaginou ser hóspedes reclamando da falta de energia.

Ao abrir a porta, Gabrielly iluminou o local com a lanterna do celular, enquanto Carlos esfaqueou a vítima e Davi ficou na contenção para garantir a execução do crime. Além da faca usada no crime, Carlos também estava uma arma de brinquedo.

Após ser ferida, a vítima se fingiu de morta e conseguiu ser socorrida posteriormente por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), e conseguiu assim sobreviver ao crime.

Outros crimes

Além da tentativa de homicídio qualificado, Carlos de Matos Lopes ainda responde por outros crimes cometidos na ocasião. Após a vítima ser encaminhada ao hospital, o denunciado voltou ao hotel, furtou diversos bens de Juan Aurélio e abusou sexualmente de uma mulher que estava no local. 

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