O preço de um pacote de café de 250 gramas tem uma diferença de quase 60% nos supermercados de Vitória. É o que revela um levantamento feito pelo Procon da Capital em nove estabelecimentos, onde oito marcas foram pesquisadas.
O tradicional cafezinho tem ficado mais caro para o bolso dos capixabas pelo menos desde novembro de 2024. Por fatores ligados às mudanças climáticas e escassez do produto em determinadas regiões, a bebida tem se tornado uma espécie de artigo de luxo para boa parte da população, o que demanda uma pesquisa aprofundada para quem não quer deixar a bebida de lado ao mesmo tempo em que economiza.
O levantamento feito pelo Procon entre os dias 6 e 11 de março mostra que o pacote de 250 gramas de café pode ir dos R$ 11,98 aos R$ 21,90 na cidade. Já a porcentagem de 57,63% foi registrada após o café de uma mesma marca ser encontrado por R$ 11,99 em uma unidade e por R$ 18,90 em outra.
Na pesquisa, o Procon coletou preços de oito marcas de café diretamente nas gôndolas, visando a garantia de que os valores estivessem de acordo com os pagos pelos consumidores a cada compra, sem considerar promoções pontuais ou descontos exclusivos para clientes fidelizados dos mercados, por exemplo.
“As pesquisas comparativas de preços são importantes para que os consumidores efetuem uma compra consciente sempre que possível”, explicou Breno Panetto, gerente do Procon de Vitória.
Segundo o Procon, os consumidores devem monitorar os preços dos produtos de forma periódica, já que tendências sazonais podem influenciar os valores praticados ao longo do ano.
Além disso, é ideal ficar atento às políticas de preços dos estabelecimentos, comparando condições de pagamento e avaliando a qualidade dos produtos oferecidos, com compras planejadas e evitando as aquisições por impulso.
O preço visto no café das prateleiras de Vitória e em demais cidades brasileiras ainda deve se manter nas alturas nos próximos meses e a queda só deve ser vista na safra de 2026.
A projeção é da Associação Brasileira da Indústria do Café (Abic) que pontua que o impacto sobre os preços tem relação com os eventos climáticos, com o aumento do consumo em todo o mundo e na China, como um novo consumidor no mercado global.
Em fevereiro, a Abic pontuou que a safra de 2025 (a ser colhida a partir de abril) pode começar a ajudar na estabilização dos preços. Em reportagem veiculada pela Agência Brasil, a associação destacou que a expectativa do setor para este ano é voltada para recordes nos campos e para a ampliação da oferta e diminuição dos preços.
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