Nos últimos dias foram adotadas várias medidas no Espírito Santo para a prevenção do coronavírus: shoppings foram fechados, igrejas cancelaram missas e academias estão proibidas de funcionar, por exemplo. Em relação aos motéis capixabas ainda não há nenhuma determinação, mas o que os empresários do ramo estão fazendo como forma preventiva nos atendimentos e hospedagens dos clientes? A reportagem de A Gazeta entrou em contato com o sindicato da categoria, que afirma: ainda não há previsão para o fechamento de motéis no Estado.
De acordo com Flávio Matias, representante da diretoria do Sindicato de Hotéis e Meios de Hospedagem do Espírito Santo (Sindhotéis-ES), que inclui motéis e similares, afirmou que desde a última segunda-feira (16) a higienização foi reforçada nos estabelecimentos. A determinação foi passada em uma circular da Associação Brasileira de Motéis (ABMotéis).
"Sempre tivemos um padrão em relação à higiene. Agora intensificamos as orientações e determinamos que tudo seja esterilizado. Aumentamos a higiene em relação aos funcionários. Todos eles foram informados, sendo cobrados a lavar as mãos ao máximo e usar álcool em gel, principalmente, antes e depois de entrar nos quartos. Oferecemos álcool não apenas aos funcionários, mas também aos clientes. As camareiras passam álcool nos quartos e os outros funcionários, como garçons e recepcionistas, são orientados a esterilizar objetos de cozinha e até as chaves dos quartos. Estamos mais rigorosos", garantiu.
Sobre o movimento de clientes, Flávio afirma que permanece estável, havendo uma pequena diminuição nos últimos dois dias. Ele afirma que, por enquanto, não há previsão de fechamento. Porém, é possível que funcionários tenham férias adiantadas.
"O presidente do sindicato teve reuniões na última segunda (16) e terça-feira (17) com as secretarias de Meio Ambiente, Turismo e Saúde, porque o Governo está tomando algumas medidas, como o fechamento de shoppings, para se adaptar a essa nova realidade. Nosso jurídico aconselhou adiantar as férias de parte dos funcionários, por tratar-se de um caso de saúde pública. Ainda não há previsão para fechamento, vamos acompanhar o andamento das coisas para decidir isso nas próximas semanas", explicou.
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