As chuvas que atingem o Espírito Santo desde a noite deste domingo (01) e já provocaram estragos na Grande Vitória e na região Sul do Estado, agora deixam municípios das regiões Norte e Noroeste em alerta. Cortadas pelo Rio Doce, as cidades de Colatina e Linhares veem o nível do rio subir, o que exige atenção.
De acordo com o tenente-coronel Carlos Wagner, o município de Colatina já está em alerta. Já em Linhares, o rio pode atingir a cota de inundação nas próximas 12 horas.
Apesar de continuar na chamada cota de atenção, que é de 5 metros, o nível do Rio Doce registrou uma queda na tarde desta segunda-feira (2) em Colatina. De acordo com o Sistema de Alerta Hidrológico da Bacia do Rio Doce, no relatório de monitoramento divulgado 11h45 da manhã o nível estava em 5,27 metros, o número caiu para 5,09 metros levantamento publicado às 19h.
No seu último boletim o Sistema de Alerta Hidrológico da Bacia do Rio Doce alertou que nível do rio pode voltar a subir nas próximas horas, mas ainda sem atingir a cota de alerta.
O capitão Douglas, do Corpo de Bombeiros, afirmou que apesar dos níveis terem caído, a corporação segue monitorando o nível do Rio Doce. Mas ele tranquilizou a população afirmando que os riscos de transbordamento são baixos.
Em Linhares, o nível do Rio Doce segue subindo, e de acordo com o monitoramento o rio já ultrapassou a cota de alerta, e está em 3,42 metros no município. Nas próximas horas pode continuar aumentando até atingir a cota de 3,45 metros, que é considerada de inundação.
A Defesa civil do município confirmou que a tendência é que o volume aumente ainda mais devido às chuvas que incidem na Bacia do Doce.
Ainda segundo a Defesa Civil, como medida preventiva, as famílias que residem no bairro do Olaria, o mais afetado pela cheia do rio, já foram orientadas sobre a possibilidade de retirarem seus imóveis, e levarem para o ginásio poliesportivo do bairro Conceição
A Defesa Civil de Linhares informou que segue monitorando as condições do Rio Doce e mantém um esquema de plantão para atendimento a ocorrências, envolvendo casos de possíveis alagamentos oi inundações. Até o momento, de acordo com a Defesa Civil Municipal, não há registros de desabrigados ou desalojados.
De acordo com o Climatempo, o mês de março deve ser de chuvas volumosas no Espírito Santo. Um evento de convergência de umidade, devido aos fortes ventos da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT), como aconteceu em janeiro e fevereiro, vai gerar instabilidade sobre a região Sudeste e a Centro-Oeste. Ou seja, chuvas volumosas estão por vir.
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