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Golpistas se passam pela Defensoria para pedir dinheiro de quem tem processo no ES

Golpistas se passam pela Defensoria para pedir dinheiro de quem tem processo no ES

Segundo a instituição, criminosos entram em contato com as vítimas e dizem que elas têm um valor a receber, mas, para isso, precisam pagar uma taxa

Publicado em 19 de março de 2025 às 10:56

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Suspeitos estão se passando pela Defensoria Pública do Espírito Santo (DPES) para aplicar golpes e pedir dinheiro. Segundo o órgão, os criminosos entram em contato com vítimas que constam em processos públicos e dizem que elas têm um valor para receber, mas, para isso, precisam pagar uma taxa. A instituição acionou as autoridades, na última segunda-feira (17), e solicitou uma investigação. Conforme apurado por A Gazeta, um dos casos aconteceu em Colatina, no Noroeste do Estado, mas esse tipo de fraude têm ocorrido até em outros Estados do Brasil.

Em nota, a Defensoria Pública explicou que os criminosos utilizam dados de advogados para acessar a íntegra de processos públicos da instituição. Em seguida, coletam dados dos cidadãos e, munidos dessas informações, fazem contato com eles afirmando que existem valores a receber, mas que uma taxa deve ser paga. 

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A forma do golpe pode variar, mas o intuito é subtrair dinheiro do cidadão

Defensoria Pública do Espírito Santo
 
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Para coibir a prática, a DPES informou que tem realizado campanhas de conscientização, além de adotar providências junto às autoridades policiais e de Segurança Pública. 

Notícia-crime

A Defensoria comunicou que, na última segunda-feira (17), encaminhou um procedimento chamado de “notícia-crime” à Secretaria de Estado da Segurança Pública e Defesa Social (Sesp), à Subsecretaria de Inteligência do Estado e ao delegado-geral da Polícia Civil, José Darcy Arruda.

Nesse documento, solicitou a instauração de inquérito policial, a centralização da investigação na Delegacia de Repressão aos Crimes Cibernéticos, o bloqueio imediato dos números telefônicos e contas bancárias utilizadas para a prática dos crimes, a oitiva das vítimas identificadas pela Defensoria e a realização de perícia nos acessos ao PJe, com foco nas contas dos advogados identificados pela instituição.

A Defensoria Pública ressaltou que os serviços da instituição são gratuitos. Sobre o pedido de investigação, a reportagem de A Gazeta procurou a Sesp e cobrou posicionamento da Polícia Civil, que informou que o caso segue sob investigação da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC). "Para que a apuração seja preservada, nenhuma outra informação será repassada", comunicou a corporação.

Ajude a polícia

A Polícia Civil destacou que a população pode auxiliar na investigação por meio do telefone 181. O Disque-Denúncia é uma ferramenta segura, onde não é necessário se identificar para denunciar. Todas as informações recebidas são investigadas. As informações ao Disque-Denúncia ainda podem ser enviadas por meio do site, onde é possível anexar imagens e vídeos de ações criminosas.

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