Tiago de Jesus Fernandes, de 29 anos, conhecido como Tiago Folha, e apontado como um dos chefes do Primeiro Comando de Vitória (PCV), foi preso nesta quarta-feira (12), em Porto Canoa, na Serra, após retornar do Rio de Janeiro. A volta se deu para comandar bocas de fumo nos bairros Bonfim e da Penha, em Vitória, onde a organização atua. O foco do retorno para terras capixabas também era atrair traficantes do território fluminense e organizar as ações do PCV.
Isso porque a associação estaria enfraquecida desde a prisão de Fernando Moraes Pereira Pimenta, o Marujo, em março do ano passado. As informações foram passadas pela Polícia Civil, em coletiva de imprensa, nesta quarta-feira.
“Ele vivia no Rio de Janeiro, na Favela da Rocinha. É um indivíduo de altíssima periculosidade. A prisão dele é muito importante para combater uma reorganização da facção. Hoje, no PCV, nós não temos uma liderança como nós tínhamos com o Beto, como nós tínhamos com o Fernando (Marujo), não temos essa pessoa, esse ponto central, eles mesmos falam que hoje são várias pessoas, uma sociedade criminosa”, frisou o coordenador do Centro de Inteligência e Análise Telemática (Ciat), delegado Alan de Andrade.
Tiago conta com diversas passagens pela polícia, incluindo um roubo a uma loja de eletrodomésticos e uma troca de tiros com a corporação após um roubo a motel. Além disso, o integrante do PCV conta com diversas passagens pelo sistema prisional:
Em dezembro, foi montada uma operação para prendê-lo, pouco depois dele não retornar de uma saída temporária e tentar furtar um motel. Na ocasião, aconteceu uma troca de tiros com a corporação, que terminou com Folha sumindo novamente. Para a polícia, foi após essa fuga que Tiago seguiu para o Rio de Janeiro.
“O Tiago aqui era a pessoa que ia organizar o PCV, entendeu? Organizar essa tomada de boca de fumo. Então, assim, tudo tá acontecendo. Com certeza, a vinda dessas pessoas da Rocinha para cá. Porque o normal é sair daqui e ir para lá. Vir de lá para cá realmente é porque estão mandando eles”, frisou o delegado.
Para De Andrade, a vinda ao Espírito Santo era considerada segura por Tiago, pois, ele não estava armado quando o encontrou.
"O Tiago é um cara destemido, que tá pronto para fazer qualquer coisa. Tanto que a ação de hoje, ela foi muito programada, a gente já vinha várias noites, esperando para realizá-la. A gente tinha esse temor do Tiago tentar reagir à prisão, só que não deu tempo, a ação foi muito bem orquestrada e estudada. Ele achava que ele não ia ser encontrado ali porque ele falou que ele não estava armado", frisou o coordenador do Ciat.
O preso também tem passagens por lavagem de capitais, organização criminosa, porte ilegal de arma de fogo, ameaça e extorsão.
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