Enquanto dirigia a carreta que se envolveu no acidente com 39 mortos na BR 116, em Minas Gerais, perto de Teófilo Ottoni, o motorista Arilton Bastos Alves estava alcoolizado. Além disso, havia consumido cocaína, ecstasy, estava acima da velocidade permitida e com a certeira de habilitação cassada. Por causa destes apontamentos, ele foi preso preventivamente em Barra de São Francisco, no Noroeste do Espírito Santo, neste terça-feira (21).
Todas as informações foram compartilhadas pela chefe-geral da Polícia Civil de Minas Gerais, a delegada Letícia Gamboge, por vídeo nesta terça-feira (21). Ainda conforme a chefe da PCMG, o pedido judicial foi realizado no último sábado (18).
“Ele também estava transportando blocos de granito superior à legislação vigente permitida e acabou por provocar, pelo excesso de velocidade, o desprendimento do bloco, colidindo com o ônibus e vitimando 39 pessoas às vésperas do Natal”, frisou a delegada.
Os policiais mineiros compareceram ao Noroeste capixaba não só para prender Arilton, mas também para cumprir mandado de busca e apreensão. "Cumprimos em desfavor desse indivíduo e outros alvos importantes para a apuração dos fatos para que se aplique a justiça em Minas Gerais", afirmou Gamboge.
O motorista estava com a carteira de habilitação cassada, segundo a Polícia Militar mineira. Ele teve o direito de dirigir suspenso em 2022, após ser parado no município de Mantena (MG).
A Secretaria de Estado da Justiça do Espírito Santo (Sejus) disse que Arilton não está detido no sistema prisional capixaba. Em nota, a Polícia Civil de Minas Gerais informou que as investigações sobre o caso continuam.
O acidente aconteceu no dia 21 de dezembro e vitimou crianças, adultos e idosos. A batida ocorreu quando a carreta conduzida por Arilton colidiu com um ônibus que transportava 44 passageiros, além do motorista. O veículo havia saído de São Paulo com destino a Elísio Medrado, na Bahia.
Após o impacto, o coletivo pegou fogo. Um terceiro veículo, um carro, não conseguiu frear a tempo e colidiu com a carroceria da carreta.
A reportagem de A Gazeta tenta localizar a defesa do motorista preso. O espaço segue aberto para um posicionamento.
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