Na última semana, a reportagem de A Gazeta noticiou o retorno do vôlei capixaba ao cenário nacional. O Capixaba Vôlei Clube disputará a Superliga C (terceira divisão), e representará o Espirito Santo na competição após 16 anos da última participação.
Curiosamente, o elenco do Capixaba conta com um jogador que esteve na primeira equipe que disputou a Superliga. Trata-se do Oposto Marcos Júnior, ou apenas Júnior.
O atleta capixaba disputou a competição na temporada 2006-07, pelo Ingá Alvares. Sua passagem ganhou destaque e chamou a atenção do voleibol europeu.
Júnior atuou por alguns anos em Portugal, passando por equipes como Benfica e Machico, da Ilha da Madeira. Lá, manteve um bom desempenho e chegou a ser o maior pontuador da Liga Portuguesa em duas oportunidades.
“Eu era muito novo, nunca tinha tido a experiência de jogar um dos torneios mais fortes do vôlei mundial. Pra mim foi uma realização pessoal jogar e ver o Estado investindo no esporte de alto rendimento, pois ter o vôlei na elite sempre foi motivador”, disse o atleta sobre jogar a Superliga.
Agora com 42 anos, Júnior estava atuando em equipes de master e disputando torneios para manter a parte física, quando foi convidado para fazer parte do elenco. “Não foi uma decisão fácil, a gente tem limitações por conta da idade, quem foi atleta sabe que é preciso se dedicar ao máximo, estou tendo que me adaptar, mas fiquei muito feliz com o convite. Apesar de disputar contra jogadores mais novos minha parte física esta boa, é um desafio novo e uma felicidade muito grande jogar em alto nível”, contou.
O oposto do Capixaba Vôlei Clube acredita que o elenco montado pode dar trabalho para os adversários. “É um grupo que vem de outros torneios, apesar de novos eles competem em alto nível e estão acostumados. Ainda é cedo para projetar, não conhecemos os adversários, mas pelo grupo montado, acredito que da para brigar de igual para igual”, analisou Júnior.
Ele ainda aproveitou para exaltar a iniciativa de investir no retorno à elite. “Tem que bater palma pra quem está a frente disso. O esporte no Estado tem dificuldade de investimento, as empresas relutam em investir, eu, por exemplo, tive que sair por causa disso. Acabamos tendo jogadores com bom nível que acabam saindo e indo para outros lugares.”, ressaltou.
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