Primeiro capixaba a subir o Monte Everest e 24º brasileiro a alcançar o cume do ponto mais alto do mundo (8.848 m), o empresário Juarez Gustavo Soares segue ao redor do planeta em busca de mais desafios.
Com a Expedição Alaska, Juarez agora embarca para os Estados Unidos, onde pretende alcançar o cume do Monte Denali, que possui cerca de 6.194 metros de altitude. O percurso faz parte do projeto denominado de ‘7 Cumes’, onde o capixaba se desafiou a subir a montanha mais alta de cada continente.
“Minha relação com as montanhas já é um fator de motivação para continuar buscando ainda mais aventura. Viver a intensidade daquele momento é algo muito rico, então ter a oportunidade de viver algo assim é muito valoroso”, conta Juarez, em entrevista para A Gazeta.
Desde 2002, o capixaba já subiu o Kilimanjaro (Tanzânia,5.895 m), o Aconcágua (Argentina, 6.691 m), o Monte Elbrus (Rússia, 5.642 m), Monte Vinson (Antárdida, 4.892 m), Carstensz (Nova Guiné, 4.884 m) e o Everest (Nepal,8.849 m). Ele já havia ido ao Denali em 2014, mas não chegou ao cume, desafio que visa completar nos próximos dias.
“Quando volto da montanha, penso que volto uma pessoa melhor e isso reflete em todos os aspectos da minha vida. Talvez eu volte um pai melhor, um esposo melhor, um amigo e um profissional melhor. Isso é extremamente motivador”, pontua o empresário.
Juarez conta que no novo desafio será necessário explorar vários limites mentais e físicos. Na expedição ao Denali, toda a carga de equipamentos será transportada pelo empresário e por seu amigo Rodrigo Sanz Martins, sem o auxílio de carregadores, apenas com a companhia de um guia.
“O Denali é uma montanha muito dura e nós vamos totalmente autossuficientes, ou seja, temos que levar toda a comida, que é para trinta dias, além de todo o equipamento e barracas. A gente não tem carregadores nessa montanha, então tudo vai nas nossas costas. Os dias são muito longos e quando a gente chega no ponto de acampamento, temos que montar toda aquela estrutura e isso torna o desafio físico da montanha muito intenso”, explica o aventureiro capixaba.
Juarez explica que o clima também é uma espécie de adversário durante a jornada. “Por estar nas altas latitudes, próximo ao círculo polar norte, o Denali tem um clima muito instável. Além de muito frio e vento, as tempestades de neve são muito recorrentes. Então por mais que tenhamos feito um bom planejamento e uma boa programação, estamos sempre a mercê de uma variável que não temos controle”.
Acostumado a viajar o mundo em busca de aventuras, Juarez pontua como concilia seu amor pelas montanhas com o amor familiar, e os compromissos profissionais. “Para conciliar tudo eu busco a compreensão e o envolvimento dos meus familiares. Quando vou para a montanha, não é apenas um projeto meu, mas um projeto em que minha família me ajuda e se envolve ativamente”, diz.
“Já em relação ao trabalho, eu faço as viagens conforme a disponibilidade. Então às vezes fico um, dois, quatro ou cinco anos sem escalar. Para tudo funcionar eu encaixo as atividades nas brechas dos objetivos profissionais, mas as montanhas não saem da minha mente. Tudo o que faço já é visando a próxima montanha que virá”, complementa Juarez.
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