Após anos de espera, os fãs de velocidade no Espírito Santo já podem se animar com a possibilidade de o Estado voltar a receber grandes provas. E não é qualquer evento: Vitória está nos planos da Stock Car, maior categoria do automobilismo brasileiro, já para 2025 - há quase 20 anos, a Capital capixaba recebia pela última vez a Fórmula Renault Clio (Copa Clio), em 2007, em uma pista montada entre a Praia do Canto e a Enseada do Suá. O plano é realizar o evento no segundo semestre do próximo ano.
Anteriormente, nas décadas de 80, 90 e começo dos anos 2000, a cidade chegou a ser comparada com Mônaco devido à similaridade do traçado à beira-mar em meio aos prédios, como ocorre na pista do principado monegasco, palco do principal circuito de rua do mundo e da icônica corrida de Fórmula 1. A seção Capixapédia, de A Gazeta, reconta este período de ouro do automobilismo no ES.
A reportagem de A Gazeta apurou com fontes do alto escalação da Stock Car, que a possibilidade de Vitória sediar pela primeira vez uma prova da categoria é real, tendo, inclusive, uma reunião de representantes com o prefeito Lorenzo Pazolini realizada nos últimos dias, onde o projeto para a realização do evento foi apresentado.
A proposta é montar uma pista de rua, na região da Enseada do Suá no trecho próximo à Praça do Papa. A escolha pelo local se deve à largura da pista na região, que atende aos requisitos para a competição com os bólidos.
"Teve uma conversa de que lá (próximo ao aeroporto) seria possível, mais fácil de fazer e mais rápido (de montar o circuito). Aqui também (Enseada), mas uma parte, não se sabe se para este carro novo seria possível colocá-lo (a Stock correrá em modelos SUVs a partir de 2025). O atual de jeito nenhum caberia aqui porque ele é muito pesado e largo. Ali há trechos com mínimo de 12m de largura, o que é perfeito (para o próximo carro)", contou o Lincoln Oliveira, CEO da Vicar, empresa que promove Stock Car, enfatizando o que foi discutido com o prefeito da cidade e também representantes da Confederação Brasileira de Automobilismo e da Federação de Automobilismo do Espírito Santo (Faaes).
Para os trechos com pista de largura menor, a ideia seria fazer como em Belo Horizonte, onde a bandeira amarela seria permanente, o que impediria ultrapassagens nas respectivas voltas nestes pontos da pista.
"Existe um otimismo. Um final de semana da Stock Car movimenta de 200 a 300 milhões de reais em receitas e parte significativa fica no município. Obviamente algumas intervenções precisariam ser feitas, mas são situações ajustáveis. Trabalhamos com a ideia de fazer a menor intervenção possível para não atrapalhar também a cidade. Vitória é maravilhosa", complementou.
Entusiasta do projeto, o Prefeito Lorenzo Pazolini destacou a importância que uma etapa da Stock Car representaria para Vitória em termos turísticos e econômicos.
"De fato houve uma reunião nossa e existe um grande otimismo em fazer esta prova acontecer e trazer à tona a nostalgia de quando Vitória recebia estes eventos. O encontro foi muito proveitoso com os atores envolvidos, existe o interesse mútuo e queremos valorizar o que há de mais belo em nossa cidade, que é evidenciar o mar, as belezas da cidade", contou Pazolini.
O prefeito enfatizou que a proposta é ir além da realização da prova, mas também promover três dias de atrações vinculadas ao final de semana da corrida da Stock Car.
Segundo Pazolini, as etapas de rua realizadas em Salvador (BA) e Belo Horizonte (MG) servirão de inspiração para concretizar a prova na Capital do ES.
"Nos foi apresentado o que fizeram nestas duas cidades e por também sermos uma prova de rua, muita coisa seria levada em consideração, com a diferença de Vitória ter um charme próprio, não à toa era comparada a Mônaco", conta.
Atualmente a Stock reúne pilotos como Rubens Barrichello, Felipe Massa, Nelsinho Piquet e Ricardo Zonta, todos com passagem pela Fórmula 1. O capixaba Hugo Cibien corre na Stock Series.
Com o projeto avançando, o passo seguinte é uma visita técnica feita por uma comissão da Confederação Brasileira de Automobilismo, para avaliar, idealizar e homologar o traçado e o circuito propostos para a realização da corrida. Caso não seja possível a realização em 2025, muito por conta do tempo curto, o evento seria panejado para 2026. O foco, entretanto, é que ocorro já no próximo ano.
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