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Pedra Azul Summit 2024

Brasil está tropeçando nas próprias pernas na questão fiscal, diz Hartung

Em painel sobre o panorama econômico de 2024 para 2025 , o ex-governador do Espírito Santo destacou a importância de governo federal priorizar o corte de gastos
Leticia Orlandi

Publicado em 

23 nov 2024 às 13:01

Publicado em 23 de Novembro de 2024 às 13:01

Pedra Azul Summit 2024 - Paulo Hartung, economista e presidente executivo da IBÁ
Paulo Hartung participou do painel Panorama Econômico 2024/2025 Crédito: Carlos Alberto Silva
Em um cenário desafiador para várias economias do mundo, o Brasil tem mostrado potencial para despontar a liderar transformações, como a energética. Mas, para o ex-governador do Espírito Santo e economista Paulo Hartung, o país está tropeçando nas próprias pernas quando o assunto é questão fiscal e também gasto público.
Ele participou do painel Panorama Econômico 2024/2025, que abriu o segundo dia da 19ª edição do Pedra Azul Summit, neste sábado (23) junto com o economista-chefe da XP Investimentos, Caio Megale, com mediação feita pelo consultor financeiro e comentarista da CBN Teco Medina.
Hartung destacou, durante o painel no evento realizado pela Rede Gazeta, que o momento é de corte de gastos e também disse se preocupar com o desequilíbrio institucional do país.
"Quando você desorganiza o gasto público, você desorganiza as expectativas. Os agentes econômicos buscam outra realidade. Porque as expectativas são negativas. Então, quanto mais rápido o governo enfrentar o problema fiscal, é melhor", destaca Hartung.
Na avaliação do ex-governador, o enfrentamento ao problema fiscal do país deveria ter sido feito ainda quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tomou posse, em 2023. Mas frisou que nada impede que se faça agora. "É preciso pensar muito menos nas próximas eleições e muito mais nas gerações. Esse é o desafio do Brasil", enfatiza.
Hartung também afirmou, durante o painel, que o Brasil tem uma carga tributária excessiva para um país em desenvolvimento, destacando que há espaço para fazer justiça tributária, porque a carga é mal distribuída. "É preciso eliminar distorções e privilégios. Dá para fazer um sistema maior e mais eficiente. Precisamos aprender a cortar gastos", avaliou.
Sobre a posição do Espírito Santo nesse cenário, Hartung destacou que o Estado criou algumas proteções, mas não é uma ilha. "Nós precisamos que o Brasil rode bem e, de preferência, o mundo rode bem. Precisamos ter um olho no gato e outro no peixe. Precisamos tomar conta das coisas. O próximo ano será de desafio e vai depender muito da atitude do líder maior do país", reforçou.

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