Rosto inchado, pele queimando e dificuldade para respirar. Esse é o relato da atriz Jeniffer Nascimento sobre como ela ficou após comer lagosta em um restaurante. A crise alérgica fez com que ela fosse parar no hospital, conforme contou em suas redes sociais.
Segundo a alergia e imunologista Roberta Roldi, da Unimed Vitória, alergias alimentares são uma reação exacerbada do sistema imunológico contra alguma proteína. Essa resposta provoca sintomas como inchaços, coceiras, falta de ar, tosse, vômito e dores abdominais.
"Os sintomas mais comuns de pessoas que têm alergias a frutos-do-mar, como a lagosta, são coceiras na boca, nos lábios, inchaço de lábios e língua e urticárias pelo corpo, que são lesões elevadas papulares", explica a especialista.
Roberta pontua que, assim como em outros tipos de alergia, o maior risco é que as vítimas sofram o chamado choque anafilático, uma reação alérgica grave que surge poucos segundos ou minutos após o contato com a substância causadora da alergia e que pode levar à morte, caso o tratamento não seja iniciado o mais rápido possível.
Em seu relato, Jennifer Nascimento disse que foi pega de surpresa pela crise alérgica, já que sempre comeu frutos-do-mar sem que houvesse reação. Segundo a alergista Roberta Roldi, o surgimento desse tipo de alergia na vida adulta é comum.
A especialista diz que, normalmente, a pessoa já comeu frutos-do-mar várias vezes para que, em algum momento da vida, ela desenvolva a alergia. E pontua que, nestes casos, o mais importante é buscar atendimento médico rapidamente.
"É fundamental ir a um serviço de saúde. Caso a pessoa tenha um antialérgico já prescrito pelo médico, ela deve tomar logo, porque isso ajuda a controlar mais rapidamente a reação. Quem desenvolve alergia deve excluir todos os frutos-do-mar até passar por uma avaliação com alergista e especialista. É importante destacar que, normalmente, quem tem alergia a lagosta também tem alergia a camarão, caranguejo, siri e outros frutos-do-mar".
Segundo a médica, alergias a frutos-do-mar normalmente se iniciam em criança mais velhas e em adultos. Elas tendem a perdurar a vida toda. "Não existe um tratamento específico. A orientação é que o paciente exclua o alimento e tenha o medicamento de emergência sempre com ele", finaliza.
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